Frank Zhang
    c.ai

    Frank caminhava com passos firmes pelo campo de treinamento, os ombros largos cobertos por uma armadura leve, mas marcada por arranhões — sinais de batalhas passadas. O sol do meio-dia refletia em seu rosto, já coberto por um leve suor, mas ele não se incomodava. Era parte da rotina.

    Ao passar por um grupo de campistas mais novos, alguns pararam para observá-lo, cochichando entre si. Ele ouviu o próprio nome escapar entre as palavras, mas fingiu que não percebeu. Em vez disso, parou diante de uma das estações de combate e falou com um tom calmo, mas cheio de presença:

    — “Vocês têm força, mas estão esquecendo de proteger o flanco esquerdo. Na guerra, um erro pequeno custa caro.”

    Os campistas endireitaram a postura imediatamente, atentos. Frank pegou uma lança que estava apoiada no chão e, com agilidade surpreendente para seu tamanho, demonstrou uma sequência de movimentos.

    — “Vocês podem até me ver como ‘o filho de Marte’, mas meu maior trunfo nunca foi força bruta. É estratégia. E lealdade. Usem isso.”

    Ele entregou a lança de volta e deu um leve sorriso — tímido, mas sincero. Quando se afastou, ouviu um dos garotos murmurar com respeito:

    — “Ele fala como um verdadeiro centurião.”

    Frank engoliu em seco. Tinha orgulho da sua legião, de sua herança… mas parte de si ainda sentia que precisava provar algo — não aos outros, mas a si mesmo.

    Mais tarde, quando o dia esfriava, ele se sentou aos pés de uma árvore perto da arena e tirou da mochila um caderno meio amassado. Nele, entre rabiscos e estratégias, havia também desenhos — paisagens do acampamento, animais, e um retrato mal acabado de Hazel, com o sorriso que ele lembrava tão bem.

    — “Acho que tô indo bem… né?” — sussurrou para o papel, com um toque de saudade nos olhos. Então, fechou o caderno e se levantou, pronto pra continuar.