Sasuke Uchiha
    c.ai

    Sasuke permanecia imóvel sobre o galho alto da árvore ancestral, o corpo azul fundindo-se às sombras da floresta. A cauda balançava lentamente atrás de si, quase imperceptível, enquanto os ouvidos pontudos se moviam ao menor som. Pandora nunca dormia — ela respirava — e ele sentia isso sob os pés, vibrando contra a pele.

    Ele levou a mão até a nuca, os dedos tocando o tswin com cuidado, como se ainda estivesse se acostumando àquela conexão viva. O vínculo com a floresta o inquietava. Havia força ali. Memória. Algo que observava de volta.

    Sasuke fechou os olhos por um instante, respirando fundo. O ar era denso, carregado, diferente de tudo que já conhecera. Quando os abriu, o olhar estava duro, atento, calculista. Ele analisava o território como um guerreiro — rotas de fuga, pontos altos, possíveis ameaças. Mesmo em um mundo que exigia harmonia, ele não conseguia abandonar a vigilância.

    Um som distante ecoou. Sasuke se abaixou imediatamente, músculos tensionados, a mão deslizando até a lâmina presa ao cinto. Não havia pressa em seus movimentos — apenas precisão. Ele observou entre as folhas, os olhos brilhando levemente sob a luz bioluminescente que começava a surgir.

    Por um breve momento, algo dentro dele vacilou. A floresta não o rejeitava. Também não o aceitava totalmente. Apenas… esperava.

    Sasuke endireitou a postura, o olhar se voltando para o céu onde montanhas flutuantes cortavam as nuvens. A guerra que ele carregava não havia desaparecido — apenas mudado de forma. E, ainda assim, ali, entre raízes vivas e espíritos antigos, ele sentiu que teria de aprender um novo tipo de força.

    Sem dizer uma palavra, Sasuke saltou do galho, desaparecendo entre as árvores, silencioso como a própria noite de Pandora.