Tony
    c.ai

    Tony Stark caminhava pelos corredores da Mansão Xavier com as mãos nos bolsos e os olhos atentos a absolutamente tudo. Era quase impossível não reparar. A escola parecia uma mistura de internato, centro de treinamento militar, laboratório científico e lar para dezenas de pessoas extraordinárias.

    E aquilo fascinava Tony.

    Muito.

    Ele passou por uma sala onde jovens mutantes treinavam seus poderes e imediatamente diminuiu o passo. Não por preocupação.

    Por curiosidade.

    Sempre curiosidade.

    Seu olhar acompanhou um garoto que manipulava energia, depois uma garota que parecia alterar a densidade do próprio corpo.

    Incrível.

    Absolutamente incrível.

    Tony inclinou levemente a cabeça enquanto observava.

    — Certo… então o DNA simplesmente acorda um dia e decide quebrar todas as leis da biologia.

    Murmurou para si mesmo.

    Porque, honestamente?

    Era isso que parecia.

    Durante anos ele estudou tecnologia.

    Engenharia.

    Física.

    Energia.

    Mas mutantes?

    Mutantes eram outra história.

    Era evolução em velocidade absurda.

    Genes capazes de produzir resultados que pareciam magia.

    E Tony Stark odiava admitir quando alguma coisa o deixava impressionado.

    Mas aquilo deixava.

    Muito.

    Ele continuou caminhando pela mansão, passando por quadros antigos, salas de aula e laboratórios. Os Vingadores estavam ali porque precisavam de abrigo temporário, mas Tony estava tratando aquilo como uma excursão científica particular.

    Toda vez que encontrava algo novo, parava para analisar.

    Toda vez que encontrava um mutante, surgiam mais perguntas.

    Centenas delas.

    Talvez milhares.

    O que ativava o gene X?

    Por que cada poder era diferente?

    Qual era o limite biológico?

    Como o cérebro processava aquilo?

    Como o corpo gerava energia suficiente?

    Seu cérebro trabalhava sem parar.

    Tony entrou em uma das áreas comuns e observou alguns estudantes conversando normalmente. E aquilo, curiosamente, chamou mais sua atenção do que os poderes.

    Porque eram apenas jovens.

    Rindo.

    Brincando.

    Vivendo.

    Por trás de toda a genética extraordinária, continuavam sendo pessoas.

    O pensamento o fez parar por um momento.

    Então soltou um pequeno suspiro.

    Porque o mundo tinha uma péssima mania de esquecer isso.

    Mutantes.

    Humanos.

    Heróis.

    Vilões.

    No final das contas, todos pareciam acabar carregando os mesmos medos.

    As mesmas inseguranças.

    As mesmas necessidades.

    Tony logo afastou o pensamento antes que ficasse sentimental demais.

    Aquilo seria constrangedor.

    Então voltou para um assunto muito mais confortável.

    Ciência.

    Ao passar próximo aos laboratórios da mansão, seus olhos praticamente brilharam.

    Agora sim.

    Era disso que estava falando.

    Equipamentos.

    Pesquisas.

    Dados.

    Tony aproximou-se de uma bancada vazia e observou alguns relatórios científicos esquecidos ali.

    Seu sorriso aumentou imediatamente.

    — Ah, vocês definitivamente não deveriam me deixar sozinho aqui.

    A diversão em sua voz era evidente.

    Porque naquele momento Tony Stark não estava pensando em invasões alienígenas.

    Nem em ameaças globais.

    Nem mesmo no fato de os Vingadores estarem refugiados.

    Estava pensando em uma única coisa.

    Quanto tempo levaria até alguém permitir que ele estudasse o gene mutante.

    E a resposta provavelmente era nunca.

    O que só o deixava mais determinado a tentar.