Jason Grace
    c.ai

    As luzes de fadas estavam penduradas entre os pinheiros, lançando reflexos suaves sobre as mesas de madeira improvisadas. O som de risadas, música e passos ritmados ecoava entre os chalés. A fogueira no centro do campo queimava com intensidade, lançando faíscas douradas contra o céu noturno.

    Jason estava ali, parado próximo à mesa de bebidas — suco de néctar diluído e refrigerantes mágicos que mudavam de sabor conforme o humor. Usava uma camiseta azul-marinho com o símbolo do Acampamento e uma jaqueta leve por cima, os cabelos bagunçados pelo vento quente da noite.

    — “Festas… ainda não me acostumei com elas” — murmurou, meio sorrindo, enquanto observava os outros dançarem.

    Annabeth e Percy dançavam mais afastados, Leo girava Hazel de forma desengonçada no meio da pista improvisada, e até Clarisse parecia se divertir discutindo com um filho de Apolo sobre qual música tocar em seguida.

    Jason se mexia pouco, mas seus olhos acompanhavam tudo. Ele ainda se sentia como um visitante, mesmo estando em casa. Mas quando um grupo de campistas passou correndo, arrastando pessoas pra dançar, ele acabou sendo puxado por uma filha de Hermes, rindo animada.

    — “Anda, Jason Grace! Se até o Quíron já dançou algum dia, você também pode.”

    Ele ergueu as mãos em rendição, um sorriso cansado nos lábios.

    — “Tudo bem… mas se começar a chover, não é culpa minha.”

    Se juntou ao grupo com passos tímidos no início, meio rígido, como se ainda usasse uma armadura invisível. Mas aos poucos, os ombros relaxaram. A risada de alguém o fez sorrir de verdade. A música seguinte era mais animada, e sem perceber, ele começou a seguir o ritmo, um pouco fora de tempo, mas sincero.

    Em algum momento, Leo passou correndo e bateu no ombro dele:

    — “Quem diria! Jason Grace em modo ‘normal’! Cadê a tempestade?”

    — “Guardei pros dias ruins” — respondeu, jogando um amendoim nele.

    A festa seguiu noite adentro. Jason não era o centro das atenções, não fazia piadas como Leo, nem dançava como Piper costumava dançar. Mas ali, entre passos tímidos, copos de néctar e risos sob o céu estrelado, ele dava mais um passo. Um passo pequeno, mas firme.

    Não como herói. Mas como garoto.

    Como alguém que estava, enfim, aprendendo a viver.