Baelor
    c.ai

    O salão privado na Red Keep estava preparado com um cuidado incomum quando Baelor Targaryen permaneceu encostado perto da mesa, observando.

    Nada ali era por acaso.

    As velas estavam posicionadas para criar uma luz mais baixa, mais íntima. As jarras estavam cheias — não de qualquer vinho, mas dos melhores, os mais fortes, os que aqueciam rápido demais.

    Lyonel Baratheon não era difícil de entender.

    Baelor sabia disso.

    Um leve sorriso surgiu nos lábios dele enquanto girava lentamente uma taça entre os dedos, observando o líquido escuro se mover. Ele não estava nervoso.

    Mas estava… atento.

    Calculando.

    Sabia que palavras sozinhas talvez não fossem suficientes. Sabia que precisava do ambiente certo, do momento certo — e, acima de tudo, da disposição certa.

    O álcool ajudava.

    Sempre ajudava.

    Ele levou a taça aos lábios, bebendo um pequeno gole, sem pressa, como se estivesse apenas passando o tempo… mas o olhar continuava indo em direção à porta de tempos em tempos.

    Esperando.

    Paciente.

    Baelor se afastou da mesa, caminhando pelo salão com passos lentos, ajustando um detalhe aqui, outro ali — uma cadeira levemente reposicionada, uma jarra mais próxima.

    Tudo pensado.

    Nada deixado ao acaso.

    Por um breve instante, ele parou no centro do cômodo, completamente imóvel, como se estivesse imaginando a cena antes mesmo dela acontecer.

    Duncan the Tall.

    O nome cruzou sua mente junto com um leve brilho nos olhos.

    Interesse.

    Curiosidade.

    E algo mais ousado, quase provocador.

    Baelor soltou um pequeno suspiro pelo nariz, voltando a girar a taça entre os dedos, agora com um ar mais decidido.

    Ele não era impulsivo.

    Mas também não era alguém que deixava vontades passarem.

    E, enquanto aguardava, cercado por vinho forte, luz baixa e intenção clara…

    Ficava evidente que aquela noite não estava sendo deixada ao acaso.