O salão estava quase vazio quando a notícia chegou.
Um sussurro. Um nome. Um plano que ainda não tinha forma — mas tinha ambição.
Daemon Targaryen permaneceu imóvel enquanto o informante terminava de falar. Não interrompeu. Não reagiu.
Apenas ouviu.
Quando o homem saiu, Daemon ficou sozinho com o silêncio… e com o próprio sorriso lento surgindo no canto da boca.
Aemond Targaryen estava tramando algo.
Claro que estava.
Daemon caminhou até a mesa de pedra onde mapas e relatórios estavam espalhados. Passou os dedos sobre uma das marcações como se estivesse traçando o contorno de uma lâmina.
Ambição. Orgulho. Fogo mal direcionado.
Ele conhecia aquele tipo.
Era como se estivesse olhando para uma versão mais jovem e menos paciente de si mesmo.
Daemon pegou uma taça, mas não bebeu. Girou o vinho lentamente, observando o líquido escuro refletir a luz das tochas.
— Insolente… — murmurou, quase com diversão.
Não havia irritação em seus olhos.
Havia expectativa.
Ele não temia conspirações. Elas eram o idioma natural da corte. O que o interessava era a ousadia.
Aemond estava se movendo nas sombras.
Então Daemon pisaria na luz.
Ele largou a taça intacta e pegou a espada apoiada na mesa, passando o polegar pelo aço com familiaridade quase íntima.
Se o sobrinho queria jogar, que jogasse.
Mas Daemon não reagiria como alvo.
Reagiria como predador.
Ele saiu do salão com passos calmos, já organizando nomes na mente, alianças possíveis, fraquezas exploráveis. Não confrontaria ainda. Não pisaria no plano antes que ele florescesse.
Deixaria crescer.
E então arrancaria pela raiz.
Porque conspirações não o assustavam.
Elas o entretinham.