Feuripe
    c.ai

    Feuripe caminhava pelos corredores amplos da mansão com calma, o som dos próprios passos ecoando de leve pelo chão polido. Ainda era estranho pensar que aquele lugar enorme, quase exagerado, agora era casa. Ele passou a mão distraidamente pela parede, observando os quadros, os móveis espalhados sem muita ordem — marcas claras de que várias personalidades diferentes dividiam o mesmo espaço.

    Entrou na sala principal e parou por um instante, analisando tudo com um olhar atento, quase reflexivo. A mansão estava silenciosa demais naquele momento, o que lhe deu uma sensação curiosa de paz. Feuripe se jogou em uma das poltronas, apoiando os cotovelos nos joelhos, pensativo.

    Respirou fundo.

    Era raro ter um momento assim, sem gravações, sem caos, sem alguém gritando o nome de outro membro pela casa. Ele esticou as costas, relaxando os ombros, e deixou a cabeça cair para trás, encarando o teto alto.

    Um sorriso discreto surgiu em seu rosto. Não era empolgação escancarada, nem euforia — era satisfação. Daquelas silenciosas.

    Feuripe permaneceu ali, aproveitando o intervalo tranquilo, sabendo que o barulho voltaria em algum momento… mas, por enquanto, aquele silêncio também fazia parte da vida que estavam construindo juntos.