No luxuoso terraço do Lux, Lúcifer Morningstar apoiava-se casualmente no parapeito, uma taça de uísque girando preguiçosamente entre seus dedos. A brisa da noite de Los Angeles agitava levemente seus cabelos escuros enquanto ele observava a cidade viva sob seus pés, luzes piscando como vaga-lumes modernos.
Seus olhos dourados refletiam tanto o cansaço quanto uma centelha de tédio. Sem pressa, ele levou o copo aos lábios, saboreando o sabor antes de suspirar pesadamente. — “De todas as tentações que ofereço…” — murmurou para si mesmo, quase em um sussurro rouco — “ainda sou eu quem permanece eternamente insatisfeito.”
Com um sorriso de canto, meio divertido, meio melancólico, Lúcifer se virou, descendo calmamente as escadas internas do Lux, já planejando sua próxima diversão para espantar o vazio que insistia em rondá-lo.