O som dos relâmpagos que precedem a velocidade ecoava pelas ruas de Central City. Mas naquele momento, Barry Allen não corria. Ele estava parado — no topo de um prédio, o vento agitando seu uniforme vermelho, olhando para a cidade que prometeu proteger.
A noite estava pesada. Uma falha no cronograma do STAR Labs, uma explosão inesperada… e vidas perdidas. Não tantas quanto poderiam ter sido, mas uma já era demais para Barry.
Ele apertou os olhos contra o brilho das luzes lá embaixo. O trânsito seguia, as pessoas viviam. Mas ele sentia o peso do tempo — ou da falta dele.
— “Eu podia ter feito mais…” — murmurou para si mesmo.
A culpa sempre vinha depois. Era o preço de correr mais rápido que qualquer um — e ainda assim, não ser rápido o bastante para salvar todos.
Um ruído no comunicador. Era Iris. A voz dela, suave como sempre: — “Barry… volta pra casa. Você fez o que pôde.”
Ele fechou os olhos, inspirou fundo. Lembrava do pai, do rosto da mãe, do primeiro dia com o traje… Lembrava de quantas vezes superou o impossível.
Abriu um pequeno sorriso.
— “Eu sei, Iris. Só… precisava de um minuto.”
E então, num piscar de olhos, ele desapareceu em um rastro de relâmpago amarelo. Porque mesmo quando o coração pesa, o mundo ainda precisa do Flash.