Jordan Parrish estacionou a viatura em frente à casa dos Martin, os faróis iluminando a entrada por alguns segundos antes de ele desligar o motor. O silêncio da noite era cortado apenas pelo som distante de grilos e pelo vento soprando entre as árvores. Algo estava errado—ele sentia isso na pele, um calor estranho subindo por suas veias como um aviso.
Ele saiu do carro e caminhou até a porta, batendo duas vezes.
— “Lydia? Sou eu.”
Nenhuma resposta.
Apertando o maxilar, ele tentou a maçaneta. Destrancada. Isso só aumentou sua preocupação. Ele entrou devagar, a mão instintivamente perto da arma no coldre.
A sala estava intacta, mas algo no ar estava… errado.
— “Lydia?” — chamou novamente, subindo as escadas.
Foi quando ouviu. Um murmúrio baixo, quase um sussurro.
Ele seguiu o som até o quarto dela e encontrou Lydia sentada no chão, os joelhos dobrados, os olhos fixos em um ponto distante. Os lábios se moviam, mas as palavras eram inaudíveis.
— “Ei, ei, Lydia!” — Parrish se ajoelhou ao lado dela, tocando seu ombro com cuidado. Ela piscou algumas vezes antes de finalmente olhá-lo, os olhos arregalados, assustados.
— “Eles estavam aqui.” — sua voz saiu em um fio. — “Eu os ouvi… eles estavam me chamando.”
Um arrepio percorreu a espinha de Parrish. Ele não sabia quem “eles” eram. Mas sabia que, quando Lydia ouvia algo, isso nunca era um bom sinal.