Conner kent
    c.ai

    O chão tremeu sob os pés de Superboy, rachando em linhas que se espalhavam como teias de vidro quebrado. O ar vibrava com o impacto dos golpes — o som de aço batendo em aço, de trovões rasgando o céu. A cidade em ruínas era o campo de batalha, e ele estava bem no centro.

    O manto azul e vermelho, sujo de poeira e sangue, balançava rasgado no vento. A letra S em seu peito ainda brilhava, um lembrete de quem ele era — e do peso que isso carregava.

    O oponente, um meta-humano de força bruta, rugia ao lançar um soco que cortou o ar como um míssil. Superboy ergueu o antebraço, bloqueando o golpe com força suficiente para gerar uma onda de choque que quebrou janelas num raio de cinquenta metros.

    — “Você é forte.” — rosnou ele, a voz firme, com aquele tom característico entre arrogância e determinação. — “Mas não é o Superman.”

    O adversário tentou outro ataque, mas desta vez Kon-El já estava em movimento. Num piscar de olhos, sumiu do lugar — o chão afundando sob a força do salto — e reapareceu atrás do inimigo. Um soco certeiro, concentrado, atingiu o centro das costas da criatura, arremessando-a contra um prédio abandonado que desabou em segundos.

    Superboy pousou no chão, o ar quente se dissipando em ondas ao redor dele. Respirava fundo, o peito subindo e descendo em ritmo acelerado, o olhar fixo no amontoado de concreto.

    Por um instante, o silêncio. Depois, uma sombra emergiu dos escombros.

    Ele sorriu de canto, estalando os punhos, uma fagulha de energia telecinética tremeluzindo ao redor. — “Tá bom, grandão. Vamos ver quem cai primeiro.”

    O inimigo avançou outra vez, mas desta vez Superboy não esperou. Seu corpo se moveu em pura fúria controlada — socos precisos, cada golpe acompanhado de um estalo seco e de clarões vermelhos saindo dos olhos quando a raiva o tomava.

    O chão se abriu sob os dois. O céu refletia a destruição abaixo — e, por um instante, parecia que nada mais existia além do barulho dos golpes e do coração de Kon batendo no limite.

    Então, um último impacto. Um grito curto, seguido de um clarão.

    Superboy permaneceu de pé, respirando com dificuldade, os punhos ainda cerrados. O inimigo estava caído a metros de distância, desacordado.

    Ele olhou em volta — prédios caídos, poeira no ar, o som distante de sirenes. E, mesmo ferido, ainda manteve o queixo erguido. — “Superman pode não estar aqui…” — murmurou, limpando o sangue do lábio. — “Mas eu dou conta.”

    O sol atravessava as nuvens, refletindo no símbolo de esperança em seu peito. Mesmo exausto, Superboy continuava — porque, no fundo, era isso que ele fazia. Lutava. Sempre.