Scott McCall cambaleou para trás, a respiração pesada e irregular enquanto pressionava a mão contra a ferida no abdômen. O sangue quente escorria entre seus dedos, mas ele não tinha tempo para pensar na dor. Seu corpo já começava a regenerar, mas era lento, mais do que deveria ser.
Ele tentou se manter firme, mas seus joelhos fraquejaram por um instante. Inspirou fundo, tentando ignorar a sensação de vertigem que ameaçava dominá-lo. Cada movimento era um esforço, um lembrete de que, por mais que fosse forte, não era invencível.
Os sons ao redor pareciam distantes—passos apressados, vozes chamando seu nome—mas Scott não conseguia focar em nada além do latejar constante da ferida e do gosto metálico de sangue na boca.
Ele fechou os olhos por um segundo, forçando-se a recuperar o controle. Não podia cair. Não agora.
Com um gemido baixo, apoiou-se em uma parede próxima, os dedos se agarrando ao concreto frio. Seu corpo queria ceder, mas sua mente gritava para continuar.
Porque, ferido ou não, ele ainda tinha uma batalha para terminar.