Conner Kent
    c.ai

    O treino matinal na base da Justiça Jovem já havia terminado, e o som metálico dos pesos ainda ecoava quando Conner parou, os braços cruzados, observando o reflexo do próprio suor no chão frio do ginásio subterrâneo. A notícia ainda rodava em sua mente — uma nova integrante estava chegando à equipe. Até aí, nada demais. Mas havia um detalhe que ele não conseguia ignorar: ela era uma amazona.

    Ele respirou fundo, o maxilar contraído. Amazona. Filha de Themyscira. Guerreira treinada para enfrentar deuses, não para trabalhar em equipe. Não que ele fosse o exemplo perfeito disso.

    Conner passou uma toalha pelo rosto, tentando limpar não só o suor, mas o desconforto crescente. As Amazonas eram lendas vivas — e ele… bem, ainda era um clone, tentando entender onde realmente pertencia. A ideia de dividir missões com alguém como ela o deixava inquieto. Não por desconfiança, mas por algo mais complicado: respeito e curiosidade misturados a uma pontada de insegurança que ele não admitiria nem sob tortura.

    Caminhou até o centro da sala de treino, o olhar fixo no chão, e deu um soco no saco de pancadas mais próximo. O impacto ecoou seco, pesado. Depois outro. E outro. Ele não estava irritado — só precisava processar. Era o jeito dele. Sempre fora.

    Conner imaginava o tipo de pessoa que ela seria. Fria e estratégica como M’gann fora no início? Orgulhosa e firme como Diana? Ou alguém totalmente diferente, capaz de ver o mundo além dos ideais de glória e guerra?

    O som da base vibrando o tirou dos pensamentos — passos, vozes ao longe. Talvez ela tivesse chegado.

    Ele inspirou fundo, ajeitando a blusa justa e passando a mão pelos cabelos bagunçados. Seu reflexo no espelho o encarava de volta — sério, atento, quase tenso.

    “Calma, Conner,” pensou, franzindo o cenho. “É só mais um membro da equipe. Você consegue lidar com isso.”

    Mas por dentro, ele sabia que não era “só mais um membro”. As Amazonas carregavam uma presença… diferente. E ele, por mais que tentasse negar, sentia o coração bater um pouco mais rápido só de imaginar o que aconteceria quando finalmente a visse.

    Com um último olhar para o espelho, Conner se endireitou, os ombros firmes, e caminhou até a porta metálica do ginásio. O corredor estava silencioso, exceto pelo eco distante de vozes. Ele não sabia se estava pronto — mas, sinceramente, quando é que ele já estivera?

    Ele inspirou fundo, e, pela primeira vez em muito tempo, o Superboy sentiu algo novo crescer dentro dele: não medo, nem desconfiança… mas uma expectativa estranha. Uma sensação que ele mal sabia nomear, mas que o fazia querer estar ali quando ela chegasse.