Optimus Prime permanecia no alto da plataforma central, o metal vivo de Cybertron pulsando sob seus pés como um coração em perfeita sincronia com o dele. As chamas azuis de seus olhos varriam o horizonte da cidade, onde torres colossais se erguiam em harmonia — não como símbolos de poder, mas de reconstrução. De esperança.
Ele já era um Prime.
Sentia isso não apenas no título, mas no peso silencioso que carregava nos ombros. Cada decisão. Cada vida. Cada faísca que dependia de sua liderança.
Optimus fechou os punhos lentamente, lembrando-se do caos que havia precedido aquele momento — guerras fratricidas, ideais corrompidos, irmãos que escolheram caminhos irreversíveis. Agora, Cybertron respirava paz, ainda frágil, ainda recente, mas real. E era responsabilidade dele mantê-la viva.
Ele desceu alguns degraus, o som de seus passos ecoando como um juramento. Os cidadãos o observavam em silêncio reverente. Não por medo. Nunca por medo. Mas porque viam nele aquilo que acreditavam ter perdido: um líder que não governava por dominação, e sim por sacrifício.
Optimus ergueu o olhar para o céu artificial, onde a luz energética refletia em sua armadura vermelha e azul.
— “Enquanto eu existir, Cybertron não cairá novamente.” — pensou, sem precisar dizer em voz alta.
Ele não se via como dono do planeta. Via-se como seu guardião.
Herói não por glória, mas por escolha. Líder não por força, mas por compaixão. Prime não por destino, mas por merecimento.
Optimus Prime permaneceu ali, firme, imóvel por fora — mas com a chama da liderança ardendo intensamente dentro de sua faísca, pronto para proteger seu povo… custasse o que custasse.