Zuko
    c.ai

    O fogo na palma da mão de Zuko oscilava com o ritmo da respiração dele — não por falta de controle… mas por excesso de pensamento.

    Ele estava sozinho.

    Como quase sempre escolhia estar.

    O campo ao redor era silencioso, iluminado apenas pelo brilho instável das chamas que ele mantinha vivas, abrindo e fechando os dedos como se estivesse tentando encontrar equilíbrio entre força e controle.

    Zuko avançou um passo, executando um movimento preciso — o fogo respondeu, girando em arco, firme, obediente.

    Mas ele não pareceu satisfeito.

    Nunca parecia.

    O maxilar se contraiu levemente enquanto ele repetia o movimento, mais rápido dessa vez, mais intenso. A chama cresceu, subiu alto demais por um segundo antes de ele fechá-la com um gesto brusco.

    Silêncio de novo.

    Só o som da respiração.

    Pesada.

    Controlada à força.

    Zuko abaixou o braço lentamente, olhando para a própria mão como se esperasse que ela dissesse algo.

    Quem ele era agora?

    Príncipe?

    Exilado?

    Aliado?

    As respostas nunca vinham fáceis.

    Ele soltou o ar, longo, desviando o olhar para o horizonte. Havia algo diferente nele — menos impulsivo… mas ainda carregando o peso de tudo que viveu.

    Zuko fechou a mão em punho, apagando completamente o fogo.

    Por um instante, ficou ali, imóvel.

    Então endireitou a postura.

    Porque, mesmo sem todas as respostas…

    Ele ainda seguiria em frente.