O som distante de lanças se quebrando e da multidão vibrando ecoava pelos corredores de Red Keep enquanto Maekar Targaryen caminhava com passos firmes, a capa escura acompanhando o ritmo rígido de sua postura.
Torneios.
Barulho.
Exibição.
Ele não tinha paciência para aquilo.
Mas seus filhos… deveriam ver.
Deveriam aprender.
Maekar virou um corredor com precisão, o olhar já procurando sinais — um servo passando apressado, uma porta entreaberta, vozes ao fundo. Nada escapava completamente à atenção dele.
— “Príncipes.” — chamou, a voz firme, não alta… mas impossível de ignorar.
Sem resposta imediata.
O maxilar se contraiu levemente.
Impaciência.
Ele continuou andando, agora mais direto, como se já soubesse onde procurar. Parou diante de uma porta parcialmente aberta e empurrou-a sem hesitar.
Vazio.
Maekar soltou o ar pelo nariz, claramente incomodado, mas não surpreso.
Crianças.
Indisciplinadas.
Os olhos se moveram novamente pelo corredor, avaliando possibilidades com rapidez quase militar. Ele não corria.
Não se apressava.
Mas havia urgência no modo como se movia.
Porque aquilo importava.
Não o torneio.
Mas o que vinha com ele.
Honra.
Força.
Disciplina.
Coisas que seus filhos precisavam entender cedo.
Maekar virou mais um corredor, os passos ecoando mais secos agora, e parou ao ouvir vozes ao longe. A cabeça virou levemente na direção do som.
Finalmente.
Ele seguiu naquela direção, sem diminuir o ritmo, já preparado para o que encontraria — desculpas, distração, talvez desobediência.
Nada que ele não estivesse acostumado.
Mas, ainda assim… nada que ele aceitasse.
Porque, para Maekar Targaryen, não bastava que fossem seus filhos.
Eles precisavam ser dignos do nome que carregavam.