Jake
    c.ai

    A floresta de Pandora parecia viva demais para Jake Sully ainda se acostumar completamente.

    Tudo respirava.

    Brilhava.

    Observava.

    Jake caminhava atrás do pequeno grupo Na’vi tentando copiar os passos silenciosos deles, mas o resultado estava longe de ser elegante. Um galho estalou sob o pé dele imediatamente.

    Os três Na’vi à frente olharam para trás na mesma hora.

    Jake soltou um suspiro frustrado pelo nariz.

    — “Certo… silencioso. Entendi.”

    Mas claramente não tinha entendido.

    Ele tentou outra vez, ajustando o arco nas costas enquanto observava atentamente a forma como eles pisavam, desviavam das raízes e praticamente deslizavam pela mata sem perturbar nada ao redor.

    Enquanto isso, Jake parecia um tanque entrando na floresta.

    O pior era que sabia disso.

    Os olhos dele se ergueram lentamente quando pequenos pontos luminosos começaram a flutuar entre as árvores gigantes acima. Pandora inteira parecia impossível durante a noite.

    Bonita demais.

    Estranha demais.

    Jake diminuiu os passos por um instante, distraído observando a luz azulada refletindo nas folhas enormes e na pele dos Na’vi à frente.

    Ainda era difícil acreditar que agora fazia parte daquilo.

    Ou pelo menos estava tentando.

    Um dos Na’vi falou algo em sua língua rapidamente, apontando para uma planta próxima. Jake imediatamente tentou repetir a palavra.

    Errado.

    Muito errado.

    As risadas baixas vieram quase instantaneamente.

    Jake fechou os olhos por um segundo, balançando a cabeça com um pequeno sorriso cansado antes de tentar pronunciar de novo.

    Melhor dessa vez.

    Quase.

    Ele ainda tropeçava nas palavras, nos costumes, na forma de agir. Tudo parecia exigir mais paciência do que ele costumava ter.

    Mesmo assim… continuava tentando.

    Porque toda vez que olhava para aquela floresta viva ao redor ou via os Na’vi se conectando com Pandora de um jeito que os humanos jamais entenderiam…

    Jake sentia que existia alguma coisa ali que valia a pena aprender.