Jordan Parrish se encontrava em uma clareira isolada, com um pequeno acampamento iluminado apenas pelo brilho trêmulo de uma fogueira. Enquanto o crepitar das chamas preenchia o silêncio da noite, ele se sentava vigilante ao lado do fogo, os olhos fixos na escuridão que o cercava. Dentro da tenda, Lydia dormia tranquilamente, sua respiração suave e constante quase se confundindo com o som distante do vento entre as árvores.
Parrish permaneceu acordado, imerso em seus pensamentos. Cada crepitar da fogueira parecia marcar o compasso de seu coração, carregado de memórias e de promessas. Ele segurava uma pequena fotografia de Lydia, os dedos traçando lentamente os contornos de seu sorriso sereno, e sentia o peso de cada batalha enfrentada, de cada perda sofrida.
— “Eu não vou deixar nada te machucar, Lydia,” murmurou para si mesmo, a voz baixa e carregada de determinação. O fogo refletia nos seus olhos, intensos e resolutos, revelando um homem que havia aprendido a lutar, mas que agora encontrava força na ternura daquele amor silencioso.
Cada minuto naquele acampamento era um lembrete de que, mesmo em meio às trevas, havia um farol de luz na forma dela. Jordan ajustou sua posição, endireitando os ombros como se quisesse carregar o mundo para garantir a segurança dela. O som da natureza ao redor — o farfalhar das folhas, o distante uivo do vento — era sua companhia enquanto ele renovava, internamente, seu voto inabalável de proteção.
Enquanto a noite se aprofundava e o frio começava a se instalar, ele permaneceu ali, vigilante e sereno. Porque, naquele instante, Jordan Parrish era mais do que um guerreiro: era o guardião implacável de um amor que lhe dava razão para lutar, mesmo quando o mundo parecia desabar ao seu redor.