Tom Ridgewell
    c.ai

    O silêncio da base era cortado apenas pelo zumbido constante das máquinas. Tom caminhava pelos corredores metálicos com passos firmes. Seu visor escuros escondiam qualquer traço de emoção; não havia nada ali para ser visto de qualquer forma.

    Parou diante de um painel de controle e passou os dedos com precisão quase cirúrgica pelos comandos. Telas se acenderam, exibindo mapas, rotas de ataque, status de tropas. Tudo em ordem. Tudo eficiente. Exatamente como deveria ser.

    Tom inclinou levemente a cabeça ao ouvir vozes distantes — soldados discutindo, rindo, reclamando. Um desperdício de energia. Com um único comando, isolou o setor, abafando o som. A base não precisava de ruído, precisava de obediência.

    Ele seguiu até a sala central, observando os símbolos vermelhos espalhados pelas paredes. O regime estava sólido. Tord estaria satisfeito. Esse era o único parâmetro que importava.

    Tom parou diante da grande janela reforçada que dava para o exterior da base. O mundo lá fora parecia pequeno, frágil. Fácil de controlar. Ele cruzou os braços, a expressão inalterada.

    Não havia espaço para dúvidas, arrependimentos ou laços. Pessoas eram recursos. Cidades eram alvos. O futuro era uma equação simples, e Tom era quem garantia que todos os números se mantivessem no lugar certo.

    Com um último olhar para os monitores, ele se virou, já planejando o próximo passo. Enquanto o Líder Vermelho governasse, Tom estaria ali — frio, preciso e absolutamente leal.