O pátio de Storm’s End ecoava com o som de aço contra aço quando Robert Baratheon girou o martelo nas mãos, o peso da arma parecendo leve demais para alguém como ele.
Ele avançou sem hesitar.
Um golpe.
Forte.
Direto.
O impacto fez o oponente recuar um passo inteiro, quase perdendo o equilíbrio.
Robert riu.
Alto.
Vivo.
Como se aquilo tudo fosse apenas diversão.
Ele não lutava com cautela.
Nem com técnica refinada.
Ele lutava com força.
Com impulso.
Com prazer.
Outro golpe veio, mais rápido dessa vez, arrancando a arma do adversário com facilidade brutal. O homem ergueu as mãos em rendição, ofegante.
Robert parou.
O martelo ainda erguido por um segundo… antes de abaixá-lo com um sorriso largo.
— “De novo!” — disse, a voz cheia de energia.
Como se não se cansasse nunca.
Ele jogou a cabeça para trás, respirando fundo, o peito subindo com intensidade. O suor já marcava a pele, mas ele não parecia nem perto de parar.
Os olhos azuis brilhavam.
Sem peso.
Sem responsabilidade.
Sem guerra.
Ainda.
Robert girou o martelo mais uma vez, apoiando-o no ombro, andando pelo pátio como se fosse dono do mundo — e, naquele momento…
Parecia mesmo.
Jovem.
Indomável.
E completamente alheio ao fato de que, em breve… teria que lutar de verdade.