Meliodas
    c.ai

    O som de gritos cessou como uma vela ao vento. O chão, tingido de sangue fresco, refletia o brilho rubro dos olhos de Meliodas, que observava o massacre como quem contempla uma obra de arte. Nada restara da vila — nem muros, nem orações, nem esperança. Só cinzas… e ele.

    Vestia-se de trevas, e a aura demoníaca pulsava como um coração faminto ao redor de seu corpo. A marca se expandia até sua mandíbula, serpenteando por seu rosto como rachaduras no vidro. Nenhuma emoção. Nenhuma hesitação. Apenas destruição.

    — “Eles correram… e imploraram… como se isso mudasse alguma coisa.” — murmurou, em um tom quase divertido.

    Arrastava pela mão um cavaleiro ainda vivo, olhos arregalados pela dor e medo. Meliodas o fitou como se fosse algo descartável — um inseto com armadura — e cravou a mão no peito dele sem aviso. Nenhuma expressão. Apenas o som da carne se rasgando e um grito abafado.

    — “Vocês acham que o bem sempre vence. Que o ‘pecado’ pode ser redimido…” — Ele se abaixou, encarando o cadáver, olhos fixos e frios. — “Mas o verdadeiro pecado… é acreditar nisso.”

    Ele se ergueu, o céu se abriu em relâmpagos negros. Meliodas sorriu.

    Não havia redenção. Só ruína. E ele era o fim.