Stan
    c.ai

    A gravata já estava apertada demais no pescoço de Stan Smith enquanto ele permanecia parado no meio da sala, observando sua própria casa… completamente tomada.

    Agentes.

    Ternos.

    Gente rindo alto demais.

    Gente tocando nas coisas dele.

    Stan forçou um sorriso rígido, quase mecânico, enquanto um grupo passava por ele com taças nas mãos, comentando algo sobre “grandes conquistas da CIA”.

    Ele nem se deu ao trabalho de responder.

    A mandíbula estava travada.

    Os olhos… levemente arregalados, como se cada detalhe ao redor estivesse lentamente tirando ele do sério.

    Stan ajustou a gravata mais uma vez, puxando-a com força desnecessária.

    Respira.

    Respira.

    Ele deu alguns passos pela sala, desviando de pessoas, mas sem realmente interagir com nenhuma. Parou quando viu um agente encostando em um móvel.

    No móvel.

    Stan ficou completamente imóvel por um segundo.

    O sorriso ainda ali.

    Mas claramente falso.

    Ele deu dois passos na direção do homem… parou no meio do caminho… virou de costas de novo.

    Não.

    Ainda não.

    As mãos fecharam em punhos.

    Stan caminhou até a cozinha, pegou um copo, encheu com alguma bebida sem nem olhar o que era, e virou de uma vez só.

    Respira.

    Ele apoiou as mãos na bancada, cabeça baixa por um instante.

    Então se endireitou.

    O sorriso voltou.

    Perfeito.

    Treinado.

    Impecável.

    E completamente vazio.

    Stan Smith voltou para a sala como se estivesse tudo sob controle… mesmo que, por dentro, estivesse a poucos segundos de explodir com cada pessoa que ousasse chamar aquela bagunça de “celebração”.