Duncan
    c.ai

    O sol já começava a baixar quando Duncan the Tall permaneceu de pé na beira do campo, as mãos apoiadas no cabo da espada fincada no chão.

    O torneio ainda acontecia atrás dele.

    Gritos.

    Aço.

    Cavalos.

    Mas Dunk não estava olhando praquilo.

    Os olhos estavam fixos em outro ponto, distante, como se estivesse pensando em algo muito maior do que justas e aplausos.

    Ele respirou fundo, o peito subindo devagar, sentindo o peso do corpo — grande, forte — mas também o peso das decisões que vinham com ele.

    Cavaleiro.

    Ou pelo menos… tentando ser um.

    Duncan passou a mão pela nuca, meio sem jeito, como fazia quando pensava demais. Não era um homem de palavras bonitas ou planos elaborados.

    Mas sabia uma coisa.

    O que era certo.

    E o que não era.

    Ele olhou de volta para o campo por um instante, vendo outro cavaleiro cair da sela, o som da multidão reagindo alto.

    Dunk franziu levemente o cenho.

    Aquilo parecia simples pra muitos.

    Ganhar.

    Perder.

    Glória.

    Mas ele sabia que não era só isso.

    Nunca era.

    Ele puxou a espada do chão com um movimento firme, limpando a lâmina de forma quase automática antes de apoiá-la no ombro.

    Sem pose.

    Sem vaidade.

    Só hábito.

    Duncan deu alguns passos, ainda pensativo, os olhos agora mais atentos ao redor, como se sempre estivesse pronto para algo dar errado.

    Porque geralmente dava.

    E, quando desse…

    Ele estaria lá.

    Mesmo sem saber exatamente como resolver.

    Mesmo sem ser perfeito.

    Mas tentando.

    Sempre tentando fazer o que era certo.