Mark Sloan estava começando a ficar preocupado.
E isso era irritante.
Porque significava que ele estava prestando atenção.
Demais.
Ele permaneceu encostado no balcão da estação de enfermagem enquanto observava o movimento do hospital sem realmente prestar atenção em ninguém além de uma pessoa.
Lexie Grey.
Outra barra de cereal.
A terceira naquele turno.
Talvez a quarta.
Mark perdeu a conta.
Os olhos acompanharam discretamente quando ela pegou mais um pacote da máquina de lanches e começou a andar pelo corredor lendo prontuários enquanto comia.
Aquilo não era fome.
Ele sabia.
Lexie sempre fazia aquilo quando estava nervosa.
Estressada.
Sobrecarregada.
Com medo de alguma coisa.
Mark suspirou silenciosamente, cruzando os braços.
Porque ela não parecia perceber.
Ou talvez percebesse e não soubesse parar.
Ela simplesmente continuava se enchendo de café, barras de cereal, salgadinhos, qualquer coisa que estivesse ao alcance da mão enquanto o cérebro dela funcionava a cem quilômetros por hora.
Os dedos dele tamborilaram contra o braço.
Aquilo estava acontecendo havia dias.
Talvez semanas.
E ela parecia cada vez mais cansada.
Mais acelerada.
Mais ansiosa.
Mark observou quando Lexie quase passou direto por uma porta porque estava distraída demais lendo um exame.
Um sorriso pequeno surgiu no canto dos lábios.
Claro que ela fez isso.
Mas a preocupação continuou ali.
Incômoda.
Persistente.
Ele empurrou o corpo para longe do balcão e começou a caminhar lentamente pelo corredor.
Sem plano.
Sem desculpa pronta.
O que era raro.
Os olhos continuavam nela enquanto ela caminhava pelo hospital mastigando distraidamente e carregando papéis demais nos braços.
Mark balançou a cabeça levemente.
Porque, sinceramente?
Ele não estava preocupado com o quanto ela estava comendo.
Estava preocupado com o motivo.
E aquilo o incomodava muito mais do que gostaria de admitir.