Jordan Parrish avançava pela floresta com passos rápidos, os sentidos aguçados pelo instinto que queimava dentro dele. A névoa rastejava pelo chão, e o vento frio da noite fazia as folhas sussurrarem ao seu redor. Ele não deveria estar ali sozinho, mas algo o guiava—um pressentimento, um chamado.
Foi quando a viu.
Lydia Martin estava no meio da clareira, parada, os cabelos ruivos balançando com a brisa. Seu vestido claro estava manchado de terra, os olhos fixos em algo que apenas ela conseguia ver. Parrish sentiu um arrepio percorrer sua pele.
— “Lydia!” — chamou, caminhando até ela.
Ela não reagiu de imediato, apenas inclinou a cabeça levemente, como se estivesse ouvindo algo distante.
Parrish franziu a testa, o peito apertado por uma preocupação crescente. Ele se abaixou levemente para ficar na altura dela e tocou seu braço com cuidado.
— “Ei, sou eu. Você tá bem?”
Lydia piscou algumas vezes, como se estivesse saindo de um transe, e então olhou para ele. Havia algo em seus olhos—medo, tristeza… e algo que ele não conseguia identificar.
— “Eles estão vindo.” — ela sussurrou.
O fogo dentro dele reagiu no mesmo instante. Seus músculos ficaram tensos, e seu olhar se voltou para a escuridão da floresta.
Se Lydia dizia que algo estava vindo, ele não duvidaria nem por um segundo.