Bellamy Blake
    c.ai

    A nave ainda fumegava atrás deles quando Bellamy Blake levantou o pulso e encarou a maldita pulseira metálica.

    A luz vermelha piscava.

    Monitoramento constante.

    Cada batimento enviado direto para a The 100 no céu.

    Ele girou o braço, testando o peso, os dentes cerrados. Aquilo não era apenas um rastreador.

    Era controle.

    Bellamy caminhou até um pedaço de metal retorcido da nave e o pegou. Bateu a pulseira contra a quina afiada uma vez.

    Duas.

    Três.

    Nada além de um som oco e irritante.

    Ele respirou fundo, olhando ao redor. Alguns dos jovens ainda estavam maravilhados com o verde da floresta, outros assustados. Ninguém parecia entender o que aquilo significava.

    — “Enquanto isso estiver aqui.” — murmurou para si — “eles ainda mandam na gente.”

    Ele procurou algo mais pesado. Encontrou uma pedra grande, irregular. Sentou-se sobre um tronco caído, apoiou o pulso sobre outra pedra e levantou a maior acima da cabeça.

    Hesitou por meio segundo.

    Se quebrasse errado, poderia quebrar o próprio braço.

    Sorriu de lado.

    — “Já sobrevivi pior.”

    A pedra desceu com força.

    Um estalo.

    A dor subiu pelo braço, mas ele não soltou um som sequer. A luz da pulseira falhou… piscou… e então apagou.

    Silêncio.

    Bellamy ficou encarando o metal rachado por um segundo, o peito subindo rápido demais.

    Então ele se levantou, erguendo o pulso para que os outros vissem.

    — “Somos livres agora.”

    Não era totalmente verdade.

    Mas soava bem.

    E, naquele momento, enquanto a floresta respirava ao redor e a nave pairava como lembrança do que haviam deixado, Bellamy decidiu uma coisa:

    Lá em cima, eles tinham regras.

    Aqui embaixo…

    As regras seriam dele.