Percy Jackson
    c.ai

    Percy caminhava pelo Acampamento Meio-Sangue com as mãos nos bolsos da calça jeans surrada, os tênis ainda úmidos de ter saído do lago minutos antes — provavelmente porque um tritão tentou convencê-lo a participar de uma corrida subaquática de última hora. De novo.

    Ele resmungava algo sobre “tradições estranhas de tritões competitivos”, mas havia um brilho no olhar — aquele típico de quem gosta do caos, mesmo fingindo o contrário.

    Ao passar pelo pavilhão de refeições, ouviu o som abafado de risadas e de um estrondo que parecia vir de um feitiço malfeito ou uma explosão de fogos do chalé de Hermes. Percy nem parou. Só lançou um olhar para trás, arqueou uma sobrancelha e murmurou:

    — “Aposto que foi o Beckendorf júnior… Ou Clarisse tentando fazer amigos. De novo.”

    Subiu a colina devagar, com a brisa bagunçando ainda mais o cabelo escuro. Quando chegou ao topo, parou em frente à árvore de Thalia. O olhar ficou mais sério, mesmo que por poucos segundos.

    Ele tirou um colar do bolso — simples, com contas do acampamento — e ficou girando entre os dedos.

    — “Nunca pensei que sentiria falta disso.” — disse para o nada, ou talvez para a árvore, ou para os deuses que estivessem escutando — “Mas é. Depois de monstros, missões e quase morrer umas dez vezes… Isso aqui até parece casa.”

    O sorriso voltou, mais leve.

    — “Só não contem pro Dionísio, tá? Já me basta ser o ‘Senhor Problema’ oficial.”

    Ele girou nos calcanhares, já descendo de novo a colina, pronto pra se meter em outra confusão ou missão mal explicada — o tipo de rotina que, no fundo, só Percy Jackson aguentaria com tanto sarcasmo e coragem.