Mark Sloan
    c.ai

    Mark Sloan estava sentado à bancada da cozinha com uma caneca de café ao lado e um bloco de notas aberto à sua frente. O apartamento estava silencioso naquela manhã, exceto pelo som ocasional da geladeira e pelo risco da caneta deslizando pelo papel.

    A lista de compras já deveria estar pronta.

    Em teoria.

    Na prática, Mark passava mais tempo sorrindo sozinho do que escrevendo.

    Porque toda vez que tentava pensar no que precisava comprar, acabava pensando em Lexie.

    Os olhos desceram para a lista.

    Leite.

    Ovos.

    Café.

    Pão.

    Manteiga.

    Assentiu para si mesmo.

    Itens normais.

    Itens de adulto responsável.

    Então acrescentou uma nova linha.

    Cereal.

    Outro.

    Mais outro.

    Parou.

    Franziu a testa.

    — Como uma pessoa tão pequena consegue comer tanto cereal?

    Murmurou para si mesmo.

    Mesmo assim deixou os três na lista.

    Lexie gostava deles.

    E aquilo bastava.

    Mark apoiou o cotovelo na bancada enquanto continuava escrevendo. O sorriso aumentou ao lembrar da quantidade absurda de comida que havia começado a aparecer no apartamento desde que passaram a morar juntos. Antes, sua cozinha era praticamente decorativa.

    Agora?

    Tinha frutas.

    Iogurtes.

    Barras de cereal.

    Biscoitos.

    Massas.

    Sucos.

    E várias coisas que ele nem sabia que existiam até Lexie aparecer carregando sacolas do mercado.

    A caneta voltou ao papel.

    Chocolate.

    Automaticamente.

    Nem precisou pensar.

    Porque, cedo ou tarde, Lexie acabava procurando algum doce enquanto estudava.

    E estudava o tempo todo.

    Mark ainda não entendia como alguém conseguia passar tantas horas lendo livros médicos sem enlouquecer.

    Mas ela conseguia.

    Então mais chocolate foi para a lista.

    Depois sorvete.

    Porque era impossível errar comprando sorvete.

    Os dedos giraram a caneta enquanto ele observava o apartamento.

    O casaco dela estava jogado sobre uma cadeira.

    Alguns livros ocupavam metade da mesa da sala.

    Havia grampos de cabelo em lugares completamente aleatórios.

    E, por algum motivo, aquilo o deixava feliz.

    Muito feliz.

    Porque o apartamento finalmente parecia habitado.

    Parecia uma casa.

    A casa deles.

    Mark soltou uma pequena risada antes de voltar à lista.

    Macarrão.

    Molho.

    Frutas.

    Suco.

    Mais café.

    Muito mais café.

    Lexie podia não admitir, mas sobrevivia graças à cafeína tanto quanto qualquer cirurgião daquele hospital.

    Quando terminou, observou a folha quase completamente preenchida.

    Uma lista enorme.

    Provavelmente exagerada.

    Definitivamente exagerada.

    Mas isso não importava.

    Porque ele já conseguia imaginar os dois caminhando pelos corredores do mercado. Lexie pegando coisas que não estavam na lista. Ele fingindo reclamar. Ela ignorando completamente suas reclamações.

    O mesmo ritual de sempre.

    E, pela primeira vez na vida, Mark percebeu que adorava essas pequenas rotinas.

    Não eram grandes cirurgias.

    Nem festas.

    Nem aventuras.

    Era apenas comprar comida para a semana com a mulher que amava.

    E, honestamente?

    Aquilo parecia melhor do que qualquer outra coisa.