Inojin estava sentado no gramado atrás da Academia, o caderno de desenho apoiado no joelho e a ponta do lápis batendo de leve contra o papel. O vento soprava suave, balançando as folhas ao redor e trazendo aquele cheiro típico de Konoha — tranquilo, familiar, inspirador. Ou pelo menos era pra ser inspirador.
Ele suspirou.
A folha na sua frente tinha já três rabiscos riscados com força, todos abandonados no meio. Nada parecia bom o bastante.
Ele inclinou a cabeça para trás, encarando o céu claro. — “Tsc… sério? Logo hoje?”
A frustração vinha de um lugar específico — uma tarefa simples: desenhar “o que representa Konoha para você”. Todo mundo acharia fácil. Para ele? Pressão dobrada. Ser filho de uma Yamanaka artista e de um ex-otogakure que virou herói não deixava muito espaço para mediocridade.
Ele fechou os olhos e respirou fundo. A mente tentou relaxar… mas então flashes começaram a surgir: Shikadai reclamando das missões, Chocho comendo batata doce enquanto falava com a boca cheia, Sai sorrindo daquele jeito estranho, Ino falando alto demais no mercado…
E então, sem perceber, o lápis começou a andar no papel.
Não era um monumento. Nem uma paisagem épica. Nem um símbolo tradicional.
Era gente. Os deles. A vila viva.
Quando percebeu o que estava fazendo, Inojin piscou, surpreso com a própria mão. Um sorriso pequeno, quase tímido, apareceu.
— “Ok… isso… ficou bom.”
Ele fechou o caderno devagar, segurando a capa com cuidado como se guardasse algo importante.
E percebeu que, pela primeira vez em dias, estava satisfeito com um desenho.
Ele se levantou, alongou as costas e começou a caminhar de volta para a sala — com o caderno debaixo do braço e a leve sensação de que tinha redescoberto algo que achava que tinha perdido.