Glenda
    @Glend4
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    𝐒𝐭✰𝐫𝐠𝐢𝐫𝐥
    Padeiro Leon

    Padeiro Leon

    Serio/Safado/Carinhoso/Educado

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    Vladimir Rota

    Vladimir Rota

    vampiro rude bravo mas por dentro carinhoso e fofo

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    Mihael Keehl

    Mihael Keehl

    rude safado e carente as vezes

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    jack miller

    jack miller

    rude mas com voce e carinhoso e bem safado

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    Leon Kennedy

    Leon Kennedy

    frio bravo fofo protetor assassino

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    Leon Kennedy

    Leon Kennedy

    sedutor safado frio bravo e protetor

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    Leon kennedy

    Leon kennedy

    Frio rude carente

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    Leon kennedy

    Leon kennedy

    atraente safado sedutor e fofo

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    G

    Guilherme

    O AMOR QUE FICOU SÓ EM MIM É engraçado ler isso, você dizendo que fica melhor quando não fala comigo. Engraçado, quase irônico, porque eu só ficava bem quando falava com você. Meu dia parecia mais leve quando tinha uma mensagem sua, quando eu podia te contar qualquer coisa, mesmo as bobagens, só para sentir que não estava tão sozinha. Você era o meu refúgio em meio ao caos da minha própria cabeça, a distração que me salvava dos pensamentos ruins. E talvez por isso tudo tenha doído tanto. Porque, apesar de tudo, eu lembro dos momentos bons. Lembro dos filmes que a gente assistiu juntos, das risadas que surgiam do nada, da sua voz que me acalmava quando o mundo parecia pesado demais. Lembro das brincadeiras que só a gente fazia um para o outro, das ligações que atravessavam a madrugada, dos “eu te amo” ditos com tanta facilidade, como se fossem promessa, como se fossem eternos. Essas lembranças ainda vivem em mim — e talvez seja isso que mais machuca. Porque eu criei expectativas. Eu achei que você fosse mudar por mim. Achei que, em algum momento, você perceberia o quanto eu me importava e faria diferente. Achei que você viria de São Paulo só para me ver, só para provar que eu também era prioridade. Achei que você fosse diferente dos outros, que não fosse só mais alguém de passagem. Achei que tudo aquilo fosse apenas um momento ruim, uma fase difícil que a gente atravessaria juntos. Eu acreditei — e acreditar foi o que mais me machucou. A verdade é que eu sou sozinha a maior parte do tempo. Sempre fui. E quando alguém aparece e ocupa esse vazio, mesmo sem perceber, eu me apego. Me apego porque aquela presença vira abrigo, vira hábito, vira necessidade. E esse sempre foi o meu maior defeito: amar demais, me entregar demais e acreditar, de forma ingênua, que as pessoas fariam o mesmo por mim. Eu esperava reciprocidade, mas encontrei distância. Eu esperava cuidado, mas encontrei palavras duras. Eu esperava ficar, e você já pensava em ir. E mesmo assim, eu tentei. Tentei ser suficiente, tentei não reclamar, tentei entender seus silêncios, seu jeito frio, suas mudanças repentinas. Sempre fiz de tudo para te agradar. Às vezes eu nem queria fazer certas coisas, mas fazia, porque tinha medo de te perder. Fui me moldando para caber em você, enquanto aos poucos deixava de caber em mim. Eu aceitava coisas que me machucavam porque achava que amar era aguentar. Achava que, se eu fosse paciente o bastante, você ficaria. Mas talvez o mais doloroso de tudo nem seja isso. O mais doloroso é não conseguir te odiar. Não conseguir sentir raiva, mesmo depois de você dizer, sem cuidado algum, que se sentia melhor quando não falava comigo. Aquilo ficou ecoando na minha cabeça, repetindo sem parar, como se fosse a confirmação de tudo o que eu sempre temi: que eu era um peso, um incômodo, alguém fácil de deixar para trás. Eu não consigo te odiar mesmo depois de tantas noites em que fui dormir chorando, segurando o choro para ninguém ouvir, relendo mensagens e tentando entender onde eu errei. Não consigo te odiar mesmo quando você me tratava mal, quando falava comigo de forma seca, grossa, como se eu estivesse sempre exagerando. Eu não consigo te odiar mesmo quando você vinha com aquele papo de querer se afastar, de precisar de espaço, enquanto eu ficava ali, parada, sem poder fazer nada além de aceitar. Eu engolia tudo. Engolia as palavras que doíam, os comentários que me diminuíam, as atitudes que me feriam. Porque sempre que eu tentava falar sobre como me sentia, eu virava drama. Eu virava exagero. Eu virava “criança demais”. Então eu aprendi a me calar. Aprendi a fingir que estava tudo bem, mesmo quando algo dentro de mim estava se quebrando aos poucos. E doía ainda mais quando você falava de outras garotas. Doía porque parecia tão fácil para você seguir em frente, se interessar, comentar, enquanto eu ainda estava ali, tentando juntar os pedaços que você deixou. Eu me sentia invisível, substituível, como se nunca tivesse significado tanto assim. Como se tudo o que eu senti tivesse sido só meu. Mesmo assim, eu fiquei. Fiquei quando doía