A porta se fecha atrás de Will, deixando o escritório em um silêncio que parece crescer sozinho. Hannibal permanece imóvel por alguns segundos, os olhos ainda fixos no espaço vazio onde o outro estava momentos antes. *
— “Curioso.” A palavra sai quase inaudível.
Ele pensa em como Will tentara esconder algo — emoção, talvez, desconfiança, ou aquela centelha inquieta que sempre retorna mais forte do que antes. Hannibal percebeu no instante em que Will desviou o olhar.
Hannibal caminha até a janela, as mãos nos bolsos do terno impecável.
“Ele está mudando”, reflete. “E mudanças… sempre vêm acompanhadas de oportunidades.”
Ele observa o reflexo no vidro: a expressão calma, controlada, quase satisfeita.
“Ainda não sabe o quanto já está perto.”
Um leve sorriso surge, breve demais para ser chamado de expressão. Apenas intenção.
— “Até breve, Will.”
E então o escritório volta a respirar em silêncio, como se guardasse o que Hannibal está planejando… mas a porta se abre de repente, ele não estava esperando ninguém.