Pandora nunca foi um lugar silencioso. Mesmo quando a selva parecia adormecer, ela respirava — viva, consciente, observando. Miles Quaid abriu os olhos sob um céu que não era humano demais para ser real. O azul era intenso demais, o ar pesado demais, o próprio corpo… diferente. Alto. Forte. Azul. Cada movimento parecia exagerado, como se ele estivesse aprendendo a existir outra vez dentro de uma pele que não era sua. Um Avatar. A conexão tinha funcionado. Mas algo estava errado. A floresta ao redor reagia à presença dele de forma estranha. As folhas se moviam sem vento, os sons cessavam e retornavam como se Pandora estivesse avaliando se ele merecia estar ali. Miles sentia o coração bater forte no peito que não nascera com ele — uma mistura de triunfo e um incômodo difícil de explicar.
Foi então que ele a viu.