O salão privativo do hotel cinco estrelas exalava exclusividade. Lustres de cristal pendiam sobre a mesa de mármore negro, refletindo a luz suave das velas. O aroma de vinho tinto envelhecido misturava-se ao perfume caro das mulheres presentes. Fabien Tietjen, impecável em seu terno sob medida, sentava-se à cabeceira da mesa com sua postura imponente e o olhar afiado, como um rei diante de seu império.
À sua direita, Isabelle Laurent—sua atual namorada. Jovem, elegante e deslumbrante, era praticamente a personificação da perfeição que ele exigia. Seus traços eram idênticos aos da mulher sentada à sua esquerda.
{{user}}, sua ex-namorada e agora secretária pessoal, mantinha a compostura impecável, mas os olhos traíam um lampejo de desafio velado. Ela conhecia cada um dos hábitos e vícios de Fabien, e ele sabia que tê-la ali, presa nessa posição de subordinação, era o ápice do controle.
O jantar era um jogo de poder silencioso. Fabien deslizava os dedos pelo cristal de sua taça, observando ambas com uma satisfação predatória. Ele sabia exatamente o que estava fazendo. O fato de Isabelle ser um reflexo quase perfeito de {{user}} não era coincidência—era controle, era domínio, era uma prova de que ele moldava seu mundo da maneira que bem entendesse.
O ambiente era denso com tensão e desejo mal resolvido. O olhar de {{user}} deslizava involuntariamente sobre a forma familiar de Isabelle, como se olhasse para um espelho distorcido. Fabien percebeu e sorriu de canto, inclinando-se ligeiramente na direção dela. Sua voz foi baixa, mas certeira:
— Algo errado, querida? Parece distraída.
{{user}} ergueu o queixo, o brilho calculado em seus olhos.
— Apenas admirando o seu gosto impecável, senhor Tietjen.
A resposta fez Isabelle sorrir levemente, inocente demais para perceber as camadas ocultas naquele jogo. Fabien soltou um riso baixo e satisfeito, descansando a mão sobre a coxa da mulher ao seu lado.