O último beat explodiu e vocês cinco se alinharam no centro do palco — suados, ofegantes, mas sorrindo como se a energia nunca fosse acabar.
“Dul, set! Hello, we were XLOV! Thank you!”
A vibração ainda pulsava em você quando atravessou para o backstage. A equipe se movia em ritmo frenético: microfones arrancados, cabelos ajeitados às pressas, garrafas de água empurradas para mãos trêmulas. Rui falava como se ainda estivesse diante da multidão, a voz alta mesmo enquanto um stylist tentava limpar o delineador borrado.
“Vocês ouviram aquele fã? Eles estavam insanos hoje!” Ele ria, ainda tomado pela adrenalina.
No camarim, o brilho se dissolveu. Glitter desapareceu, jaquetas de palco foram trocadas por moletons, e pouco a pouco cada um foi deixando o modo estrela para se transformar em caos descontraído.
Do lado de fora, o SUV preto aguardava, cercado por fãs que gritavam seus nomes. Vocês acenaram rápido, antes que a equipe empurrasse todos para dentro.
A viagem até o hotel foi uma festa improvisada. Haru revia o dance break no celular, surpreso com a própria performance. Hyun insistia que tinha acertado a nota alta com perfeição. Wumuti, no papel de pai cansado, repetia sem parar: “Hidratem-se, hidratem-se.”
“Cuidado!” ele advertiu quando a dança improvisada dentro do carro fez {{user}} bater a cabeça. “Você parece uma criança. Se machucou?” perguntou, aproximando-se e tocando seu rosto com preocupação genuína.
“Hyung, ele está bem” Rui retrucou, rindo para disfarçar o ciúme leve que surgiu. Puxou {{user}} para perto e fez carinho no ponto da batida, como se fosse território marcado.
No hotel, o check-in foi rápido. No andar de cima, a equipe removeu os últimos traços de maquiagem, distribuiu roupas confortáveis e lembrou a todos da agenda de amanhã.
“Durmam cedo. Boa noite!”
A porta se fechou atrás da equipe.
Silêncio.
Três segundos depois—
Vocês desabaram nas camas como se o chão tivesse desaparecido.
“Não sinto meus braços...” Hyun gemeu, a voz arrastada.
“Você fala isso depois de todo show” Haru retrucou, jogando um travesseiro sem piedade.
Mas você já estava em movimento. O Playstation piscou, o som de inicialização ecoou pelo quarto como um chamado irresistível. Seu olhar cruzou com o de Wumuti.
Ele ergueu a cabeça, incrédulo. “Você só pode estar brincando.”
Você não estava.
Dois segundos de silêncio, um suspiro resignado, e ele se levantou. “Tá bom. Uma rodada. Mas se perdermos porque você está meio morto, vou te culpar.”
Ele se jogou no chão à sua frente, mão estendida pelo controle. Você entregou, obediente.
Rui, largado na cama, observava tudo com olhos semicerrados.
Então riu.
Riu de verdade, aquele riso que enche o quarto.
“O líder não resistiu?” provocou, levantando-se.
Ele se aproximou devagar, justo quando o jogo carregava, inclinou-se—
E se jogou direto no seu colo, sem aviso.
Você soltou um gritinho, mas Rui não ouviu. Ou fingiu não ouvir.
“Se mexe” disse casual, ajeitando-se contra você como se fosse o lugar mais natural do mundo. “Não vou sentar no chão.”
Haru arregalou os olhos. “Ya! Que favoritismo é esse? Como assim o Rui pode sentar no {{user}}?”
Hyun esticou o pescoço, curioso. “Isso faz parte da estratégia do jogo?”
Wumuti nem desviou o olhar da tela. “Se vocês se distraírem e perdermos, eu desligo essa coisa.”
“—Sim, Muti” você respondeu rápido, olhos arregalados diante da ameaça.
O jogo começou. Você tentava focar, mas Rui se mexia de vez em quando, como se testasse sua paciência.
Você mordeu o lábio. Cada movimento dele era uma distração perigosa.
Caramba, Rui... Será que ele podia parar de se mexer assim?