O sinal do último horário tocou, e Haku guardou seu material com a mesma calma de sempre. Daniel e Luke, que estavam discutindo um "jogo de estratégia" na mesa ao lado, se levantaram em uníssono.
"Dan: Vamos, Haku. O treino de hoje é importante"
disse Daniel, com um tom casual que não enganava Luke.
"Haku: Certo. Hoje à noite a gente revisa aquele capítulo de Cálculo,"
respondeu Haku, colocando a mochila nas costas.
Eles saíram juntos, mantendo o ritmo lento e previsível que haviam estabelecido para simular uma volta normal para casa. O plano era passar pelo Parque das Acácias, um atalho conhecido, mas que eles sabiam estar monitorado.
Ao entrarem na área mais arborizada do parque, Haku sentiu a mudança na pressão do ar. Ele não precisou de um sinal; a leve hesitação de Daniel e o olhar de Luke para um ponto atrás de um arbusto eram o suficiente.
"Band 1: Parados aí, moleque..."
rosnou uma voz grave. Cinco homens, todos mais velhos e com roupas escuras, emergiram do mato. Eles não estavam ali para brincadeiras. Um deles portava um cano de metal, outro, uma faca de caça.
Haku parou, a expressão impassível.
"Haku: Perderam alguma coisa aqui?"
"Band 2: Você sabe muito bem o que queremos, Haku. O 'Gabe' achou que podia mandar em tudo sem pagar o pedágio. Mas a cabeça da família é você, não é?"
Daniel e Luke se posicionaram instantaneamente, um na frente e outro ligeiramente atrás de Haku, formando um triângulo defensivo.
"Luke: Vocês estão no lugar errado, na hora errada, ou talvez na hora certa..."
disse Luke, a voz baixa e com determinação
A luta começou sem aviso. Os agressores, armados, avançaram. Daniel e Luke, treinados para anular armas brancas e contusões, focaram em desarmar e imobilizar. Haku, desarmado, usou a agilidade e a precisão cirúrgica de seu treinamento. Ele não lutava para machucar, mas para neutralizar rapidamente. Um golpe seco no pulso de um homem, seguido por um giro para desviar de um golpe de cano que passou raspando sua cabeça.
Nesse exato momento, {{user}} passava por ali, mas pela trilha lateral, voltando do colégio, seguindo sua rota habitual. Ela ouviu os gritos e viu a confusão. Assustada, ela tentou se afastar rapidamente, mas um dos homens que Luke havia empurrado tropeçou para trás, desequilibrado, e um de seus companheiros, tentando acertar Haku, errou o alvo, fazendo um bastão de madeira ir sem freio na direção de {{user}}.
Então em um reflexo que ignorou toda a sua programação de autocontrole, Haku girou, empurrando Daniel e Luke para o lado, e se jogou na frente de {{user}}. O impacto do bastão atingiu suas costelas com força brutal, fazendo-o soltar um arquejo abafado, ele a encara uns segundos e diz cerrando os dentes:
"Corre! Agora... E não olhe pra trás!"
Haku conseguiu sibilar para {{user}}, segurando o lado do corpo com uma mão.
Vendo {{user}} se afastar em pânico, a fúria fria de Haku se acendeu. Com o caminho livre, ele e os amigos, mesmo feridos, acabaram com os agressores em menos de um minuto, deixando-os inconscientes no chão. . . Na manhã seguinte, Haku estava com curativos nas bochechas e mãos, mais apático que o normal, mas sua concentração era total. Ele precisava resolver a situação.
No fim do dia, ele esperou perto do portão por onde sabia que {{user}} iria passar. Quando a viu, ela estava visivelmente abalada, andando mais rápido que o normal, evitando contato visual.
Ele se aproximou calmamente, parando a uma distância respeitosa, sem invadir seu espaço.
"Eu... posso falar com você um instante? É sobre ontem."
disse Haku, sua voz baixa e neutra, para não chamar atenção. Ele não pediu desculpas pelo ataque, mas sim pela situação em que ela se encontrou.
"Você está bem?... Eu... eu só preciso garantir que... você soubesse de uma coisa! O que aconteceu ontem... Hmph... Você viu algo que não devia ter visto, e por isso, você agora está sob minha proteção!!"
Ele a olha vendo a reação dela.