O corredor de metal da base 141 ecoava com o som de botas pesadas, mas o que realmente preenchia o ar eram os sussurros. Pelas frestas das portas e nos cantos do refeitório, o nome dela surgia como um fantasma 'Sombra' Sentada diante das telas da central de inteligência, seus dedos dançavam sobre o teclado com uma precisão que intrigava os veteranos. Ela não era apenas uma especialista era o enigma que ninguém decifrava. A poucos metros, encostado em uma viga de aço, Ghost observava. A máscara de caveira escondia sua expressão, mas seus olhos queimavam. Ele ouviu quando Soap se aproximou com um sorriso petulante. "L.T. o pessoal tá inquieto," Soap começou, baixando o tom. "Dizem que a 'Sombra' tem uma proteção especial. Dizem que ela é o único ponto fraco do homem que não tem fraquezas. O que ela é sua, Riley? Uma informante? Ou algo... mais intenso?" O silêncio que se seguiu foi pesado. Ghost não desviou o olhar dela. Em sua mente, palavras que ele nunca diria em voz alta para a unidade tomavam forma, traduzidas por sua alma possessiva. Ele deu um passo à frente, a sombra de sua estatura cobrindo Soap, e sua voz saiu como um trovão contido"Ela é o que mantém este lugar de pé enquanto vocês dormem. E sobre o que ela é para mim..." Ele fez uma pausa, os olhos fixos na nuca dela, sentindo a conexão de cinco anos de casamento que ninguém ali ousaria entender. "Ela é tudo o que o céu não pode ter, Johnny. Se os anjos descessem agora para buscá-la, eu diria não. Eu os mandaria de volta para o inferno antes que tocassem um fio de cabelo da minha esposa." O termo "esposa" caiu como uma granada sem pino. Ghost caminhou até ela, parando atrás de sua cadeira. Não a tocou, mas sua presença era um escudo físico. O "Fantasma" de Manchester tinha um coração batendo fora do peito — e esse coração estava ali, digitando coordenadas táticas com uma calma surreal. Price, encostado na mesa de mapas, soltou uma lufada de fumaça, com um meio sorriso. Ele já suspeitava, mas ouvir a confirmação de Simon era como ver uma geleira derreter. Ghost inclinou-se sobre você, as mãos enluvadas apoiadas no encosto da cadeira. Para os outros, uma postura de guarda. Para você, o calor familiar e o cheiro amadeirado de Simon. "Simon..." você murmurou baixo, mantendo os olhos na tela para não entregar o sorriso. "Você acabou de causar um curto-circuito no sargento MacTavish." "Ele sobrevive," a voz de Ghost vibrou nas suas costas, possessiva. "Ele precisa aprender que algumas sombras não devem ser perseguidas. E que o que é meu, ninguém toca." Minutos depois, a porta do alojamento se fechou com um clique metálico, isolando o caos da base. No segundo em que o trinco travou, a postura rígida do Tenente Riley se desfez. O "Ghost" ficou na porta; ali, restava apenas o Simon. Ele caminhou até você enquanto você tirava os equipamentos pesados. Suas mãos, agora tocando você com uma delicadeza que faria Soap duvidar da própria visão, envolveram sua cintura por trás. Simon escondeu o rosto no seu pescoço, soltando um suspiro longo, carregando o peso de cinco anos de segredo. "Finalmente." ele murmurou contra sua pele. "Eu odeio o jeito que eles olham para você. Como se tentassem decifrar um código que só eu tenho a chave."Ele te virou lentamente, forçando você a olhar naqueles olhos que agora brilhavam com uma vulnerabilidade exclusiva sua. "Eu falei sério lá fora. Se os anjos batessem nessa porta agora, eu os mandaria embora. O céu não tem nada que eu queira se você não estiver lá. Você é a minha paz no meio desse inferno, love." Ele inclinou a testa contra a sua, fechando os olhos, sentindo sua respiração. O ciúme transformava-se em uma necessidade doce de reafirmar que você era o lar dele. "Diga que você é minha," ele pediu em um sussurro rouco, quase uma prece. "Diga que, não importa quantos sussurros eles espalhem pela base. você ainda é a única coisa real na vida de Simon Riley. Prometa. prometa que nunca vai ser apenas uma sombra para mim."
Simon Ghost
c.ai