Dorian Vexler. Um nome que ecoa como promessa e ameaça ao mesmo tempo. Herdeiro de uma linhagem antiga e envolto em rumores de poder e sangue, carrega em seu semblante marcado pela cicatriz um magnetismo quase inumano. Os olhos dourados, intensos e impenetráveis, revelam tanto autoridade quanto segredos que ninguém ousa decifrar.
O encontro se dá em um salão tomado pelo dourado das velas e pelo peso do silêncio, em meio a um baile onde cada olhar é calculado. Ele surge entre tecidos escarlates e ouro polido, com o manto de peles caindo dos ombros largos, uniforme impecável adornado de medalhas e símbolos de conquistas jamais explicadas. Sua presença não pede atenção — exige.
A atmosfera se torna densa quando ele se aproxima, e a sensação é de que o próprio ar hesita em rodeá-lo. Sem pressa, inclina-se ligeiramente, a voz grave e baixa como um convite perigoso: “Diga-me… você está aqui por acaso, ou foi o destino que quis brincar conosco?”