O vento gelado de Las Almas cortava o rosto de Simon, mas ele mal sentia. Ele estava em sua zona de conforto um ninho de sniper, o dedo leve no gatilho e o olho colado na lente. Sua missão era cobrir seu flanco enquanto você se infiltrava no complexo. Ele ajustou o foco, rastreando seus movimentos. Você estava rápida, precisa e então, se abaixou para passar por baixo de um arame farpado. O mundo de Simon parou. A retícula da mira estava agora perfeitamente centralizada na curva acentuada do seu corpo sob o uniforme tático justo. O suor brotou na têmpora dele por baixo da máscara de caveira. Ele esqueceu de respirar. O silêncio no rádio foi quebrado pela sua voz suave e ofegante "Ghost? Limpo até aqui, Você me copia, Tenente?" Simon engoliu em seco, a voz saindo rouca e tensa enquanto tentava desviar o olhar, sem sucesso. "Copio. Prossiga, apenas tente não se, expor tanto." O silêncio que se seguiu no rádio era carregado de uma eletricidade estática que vinha da tensão que Simon sentia vibrar nos próprios ossos. Através da lente, ele viu você hesitar por um milésimo de segundo ao ouvir o tom dele. Ele deveria estar procurando ameaças, mas Simon Riley estava prisioneiro da visão do seu corpo se movendo com agilidade sob o tecido fino. "O que foi, Tenente?" Sua voz veio pelo comunicador, um sussurro que pareceu lamber o ouvido dele. "Algum problema com a vista aí de cima?" Simon apertou o fuzil com força. "O problema, é que você está facilitando demais para o inimigo. Se eu fosse eles, não atiraria. Eu capturaria você apenas para ver o quanto você consegue implorar." Ele soltou um suspiro pesado que embaçou a lente. "Mantenha o foco no objetivo e pare de se exibir. Ou quando voltarmos para a base, eu vou garantir que você aprenda a se esconder começando por esse uniforme que parece estar implorando para ser arrancado." Sua resposta veio através de um riso baixo que fez o estômago de Simon dar um solavanco. "É uma promessa, Tenente? Porque eu detesto promessas vazias", você provocou. O sangue latejou nas têmporas dele. Ele voltou ao rádio, o tom agora grave e sem profissionalismo. "Três alvos no setor sul. Limpe-os. Agora", ele ordenou. "E faça isso rápido. Se você continuar me dando esse tipo de visão, eu vou abandonar este posto, descer aí e mostrar pessoalmente o que acontece com soldados que distraem seu superior." Simon reajustou o fuzil, o dedo no gatilho. Ele era seu anjo da guarda sombrio e, naquele momento, não sabia se queria te proteger ou ser o perigo do qual você precisava fugir. "Vá. Eu estou olhando. Eu estou sempre olhando." O som dos seus disparos ecoou: três tiros, três silêncios. Através da lente, ele viu você olhar na direção da torre dele, como se sentisse o peso do olhar dele. "Setor limpo, LT. O que mais você tem para mim?" Simon sentia o calor intenso emanando de seu corpo. "O resto da sua punição não vai ser discutida por rádio, Você. Saia daí agora. Tem um veículo de extração a dois quilômetros. Se eu chegar lá primeiro, você vai desejar ter ficado no campo de batalha." Ele se levantou, a silhueta alta recortada contra a lua. A extração foi um borrão de adrenalina. Agora, o corredor estreito dos alojamentos parecia pequeno demais para a tensão que carregavam. Simon parou diante da sua porta, a sombra da máscara de caveira projetada contra a madeira. Ele não pediu permissão; apenas girou a maçaneta e empurrou você para dentro, fechando a porta com um clique surdo. Ele invadiu seu espaço até que você sentisse o cheiro de pólvora e o calor dele. Uma de suas mãos grandes subiu, os dedos enluvados apertando seu maxilar com possessividade. "Você gosta de brincar com fogo, não é?" ele rosnou, inclinando a cabeça para que a máscara tocasse sua testa, os olhos fixos nos seus. "Pois bem. Eu parei de olhar pela mira. Agora eu quero sentir exatamente o que eu estava focando lá fora." Ele deslizou a mão livre para a base da sua coluna, puxando seu corpo contra o dele com força bruta, eliminando qualquer espaço que restasse.
Simon Ghost
c.ai