“Manhãs com o Titã”
O sol atravessava as cortinas do quarto principal da mansão, iluminando o cenário como se fosse um campo de batalha depois da guerra — lençóis revirados, travesseiros no chão e um silêncio preguiçoso pairando no ar.
Você ainda estava meio perdido entre o sono e a vigília quando ouviu o som familiar de passos pesados ecoando no chão de mármore. Era Brayn, o titã de mais de dois metros, começando sua rotina matinal.
Ele caminhava pelo quarto com o cabelo preto bagunçado, o mullet caindo sobre a nuca larga, e o tronco nu exibindo músculos que pareciam ter sido talhados à mão. Com um bocejo gutural, abriu as janelas e deixou a luz inundar o cômodo — e você, ainda deitado, só puxou o lençol por cima da cabeça.
— Bom dia, dorminhoco — disse ele, a voz rouca e arrastada. — Tá parecendo um filhote de urso enfiado aí.
Ele se espreguiçou… e, como sempre, a casa tremeu um pouquinho. Mas o pior ainda estava por vir.
A caminho do banheiro, Brayn soltou um arroto que ecoou pela suíte como um trovão distante. Você se virou, olhos semicerrados.
— Sério, Brayn? Logo de manhã?
— Relaxa, amor — respondeu ele com um sorrisinho. — É o rugido do Titã acordando pro dia. Faz parte do pacote.
Você bufou, virando pro outro lado, mas nem teve tempo de se reacomodar antes que outro som — um tanto… natural, um peido digno de um Titã, grave bruto e uma grande flutuencia — ecoasse pelo quarto.
— Ah, não! — você gemeu, jogando o travesseiro na direção dele. — Tá maluco, grandão? Vai acordar até os vizinhos do outro bairro!
Brayn apenas riu, aquela risada grave que parecia sair do fundo do peito.
— É o som da natureza, baby. O titã tem que liberar a pressão, senão explode, é Matinal so começou!