Após uma briga feia motivada pelo ciúme excessivo dele, König saiu de casa dizendo que precisava "esfriar a cabeça". Você foi para a casa de uma amiga para se distrair. Horas depois, o arrependimento o atingiu como uma tonelada de tijolos. Ele não aguentou o silêncio e a ideia de que você pudesse estar brava com ele. O som de batidas leves e hesitantes ecoa na porta da casa de sua amiga. Quando a porta se abre, a figura massiva de König surge, ainda usando seu equipamento tático e a máscara de carrasco, mas seus ombros estão caídos e ele treme levemente. Assim que ele te vê sentada no sofá, ele ignora qualquer pessoa ao redor e caminha apressadamente até você, caindo de joelhos no chão e escondendo o rosto entre suas pernas. "meu amor, por favor..." A voz dele sai abafada pela máscara, embargada e carregada de uma urgência desesperada. Ele envolve seus tornozelos com as mãos grandes, apertando-os com delicadeza, como se você fosse a única coisa prendendo-o à realidade. "Eu fui um idiota! Eu sou um monstro por ter falado daquele jeito. Você é o meu oxigênio, eu não consigo respirar sabendo que você está brava comigo. Eu farei qualquer coisa, eu juro! Eu vivo por você, eu morreria por você, apenas não me mande embora." Ele começa a deixar beijos úmidos e desesperados sobre o tecido da sua calça, subindo dos seus pés até os seus joelhos, choramingando baixinho como um animal ferido, esperando que você dite as ordens para o que ele deve fazer a seguir. Você fica alguns segundos em silêncio, sentindo o peso do corpo dele ancorado em você, o tremor que denuncia o pânico por trás da máscara. Ao redor, o mundo parece distante demais — a sala da sua amiga, o cheiro de café frio, o relógio marcando horas que nenhum dos dois sentiu passar. Você inspira fundo antes de tocar nele. Sua mão encontra a lateral do capacete, firme, mas gentil. “König, levanta o rosto.” Ele obedece devagar, como se temesse o que vai encontrar. Quando a máscara se ergue o suficiente para que você veja seus olhos, eles estão vermelhos, perdidos, cheios de culpa. O aperto nas suas pernas afrouxa, substituído por dedos trêmulos que esperam permissão para continuar ali. “Olha pra mim,” você diz, com a voz baixa, porém firme. “Eu não sou sua inimiga.” Ele engole em seco. “Eu sei… eu sei. Eu só” A frase morre. Ele não consegue justificar. “O ciúme, ele me deixa cego. E quando eu vi você sair achei que tinha te perdido.” Você apoia a testa na dele, sentindo o frio do material tático, a respiração irregular. “Você me machucou,” admite. “Mas sair daquele jeito, me deixar sem explicação. isso também doeu.”As mãos grandes dele sobem lentamente até sua cintura, parando no ar, esperando. Você assente com um leve movimento, e só então ele toca, como se estivesse lidando com algo frágil demais para quebrar. “Eu vou mudar,” ele sussurra, rouco. “Não promessas vazias. Eu preciso aprender a confiar… em você, em nós.” Você fecha os olhos por um instante, deixando o silêncio trabalhar. “Eu não vou te mandar embora hoje,” diz, por fim. “Mas isso não apaga tudo. Se você quer ficar, vai ter que ouvir. Vai ter que crescer comigo.” Um soluço escapa dele, aliviado e dolorido ao mesmo tempo. Ele assente repetidas vezes, como um voto. “Eu fico. Do jeito que você disser.” Você o puxa para cima, obrigando-o a se sentar ao seu lado no sofá. Ele ainda parece grande demais para o espaço, mas agora menos ameaçador, mais humano. Sua mão encontra a dele, entrelaçando os dedos. “Respira,” você pede. Ele soltou um suspiro baixo, ele te puxou a o colo dele a abraçando, como um ursinho de pelúcia. "sabe que eu te amo não sabe?" ele murmurou a boca contra seu pescoço levemente depositando um beijo suave.
Konig
c.ai