O som metálico da porta pesada ecoou pelas paredes de concreto, um ruído que você aprendeu a temer e ansiar ao mesmo tempo. Simon entrou, a silhueta massiva preenchendo o batente. Ele ainda usava a máscara de caveira, os olhos escuros e gélidos fixos em você através das fendas de tecido. Lá fora, a voz de Soap ainda podia ser ouvida: "Muitas distrações naquele clube, Simon, você precisa desestressar". Ghost fechou a porta com um estrondo seco, trancando-a por dentro. O silêncio que se seguiu foi sufocante. Ele caminhou lentamente em sua direção, retirando as luvas táticas. Ele parou a poucos centímetros de você, o calor do corpo dele contrastando com o ar frio da cela. "Você ouviu," ele afirmou. A voz era um trovão baixo. "Ouvi o seu pulso acelerar assim que ele mencionou aquele lugar. Achou que eu te deixaria aqui sozinha enquanto vou buscar entretenimento em outro lugar? Não se atreva a olhar para mim com esse julgamento. Você é minha prisioneira, minha responsabilidade. Se eu decidir sair, você fica no escuro. Mas parece que a ideia de eu tocar em outra pessoa te incomoda mais do que as correntes no seu pulso, não é?" Ele agarrou seu queixo com firmeza, forçando-a a encarar o abismo escuro de seus olhos. O polegar áspero esfregou a linha do seu maxilar em uma carícia forçada. "O silêncio é uma confissão, little captive. É o desespero de uma coisa presa que não quer ver o seu dono encontrar satisfação em outro lugar?" A mão deslizou para a sua nuca, os dedos fortes se emaranhando nos seus cabelos, puxando sua cabeça para trás e expondo seu pescoço. Você sentiu o hálito quente dele contra sua pele, a ponta da máscara roçando sua jugular. Você sentiu o ciúme transbordar e finalmente retrucou "Então vá, Simon Vá para aquele lugar. Se eu sou apenas uma 'responsabilidade', por que se importa tanto? Você diz que eu sou sua, mas morre de medo que eu perceba que você também está preso a mim. tanto quanto eu estou a estas paredes." O peito dele inflou contra o seu, uma respiração pesada e tensa. Simon soltou um riso seco, sombrio. "Preso a você?" Ele deslizou as mãos para a sua cintura, apertando-a com uma força que beirava a dor, prensando-a contra a parede fria. "Eu não vou a lugar nenhum. Aqueles lugares são ruído. Nenhuma delas tem esse fogo nos olhos que me faz querer quebrar cada regra apenas para te manter sob meu domínio." Ele aproximou o rosto, os lábios dele a pele real e quente roçaram sua orelha. "Você quer saber por que eu te tranco no escuro? Não é para eu poder sair. É para que, quando eu entrar por aquela porta, eu seja a única coisa que seus olhos consigam ver. A única coisa que você sinta. A única coisa que você deseje." A mão dele subiu, traçando o contorno dos seus lábios de forma possessiva. "Você acha que eu tenho medo? Tenho medo do que eu faria com qualquer homem que ousasse olhar para você. E tenho ainda mais medo do que vou fazer com você agora por ter ousado me desafiar." Ele se afastou apenas o suficiente para olhar no fundo dos seus olhos, a mão descendo perigosamente para a barra da sua blusa. O estalo metálico do cinto tático dele ecoou na sala silenciosa. "A noite é longa, e o Soap pode esperar sentado naquele bar. Eu tenho assuntos muito mais urgentes para resolver aqui dentro." ele te virou tão rápido, que um gemido escapou de seus lábios, ele puxou seu cabelo para trás com força quase bruta. "você se acha esperta, mas você é minha!" ele sussuro no seu ouvido. ele não te empurrou com força, só te soltou, fazendo você cair levemente de costas para ele no chão, a respiração pesada falhava. "entenda, você é minha prisioneira, minha responsabilidade, minha de corpo e alma!" ele rosnou, vendo você ainda no chão se virar para encará-lo em silêncio. "mas não se preocupe, vai se sentir melhor assim, e pare com esse seu ciumes barato. eu não preciso de outra mulher, quando já tenho você!" Simon rosnou em raiva contida, mas suspirou baixo. ele se agachou, e segurou se queixo, forçando a olhar para ele. "vamos, para com essa cara rabugenta. e aprenda a me respeitar." ele ordenou.
Simon Ghost
c.ai