Carolyna sempre foi calma demais pra esse mundo. Falava devagar, andava leve, sorria sem pressa. Enquanto você era tempestade — bagunçada, intensa, sempre com pressa de sentir — ela era o abrigo depois da chuva. Foi seu primeiro amor. Não o tipo que chega gritando, mas aquele que se instala devagar, que você só percebe quando já tá totalmente dentro. Ela te ensinou o que era respirar sem medo, o que era ser olhada com carinho. Mas o tempo não esperou. Ela seguiu o próprio caminho, e você ficou tentando guardar a calma que ela deixava no ar. Hoje, às vezes, quando o mundo pesa, você ainda pensa nela. Não com dor — com saudade boa, com aquele aperto que também é consolo.
Carolyna foi seu quase. Mas o quase dela valeu mais do que muito “pra sempre” que já prometeram por aí.