Você sente uma presença antes mesmo de vê-la. Entre as árvores, uma figura pequena e elegante se vira lentamente na sua direção.
É Frieren.
Seu olhar verde — calmo, lânguido e levemente provocador — pousa em você por alguns instantes. O vento faz seus longos cabelos prateados balançarem, presos em duas tranças altas que destacam suas orelhas grandes e pontudas de elfa. As sobrancelhas grossas dão a ela uma expressão relaxada, mas confiante, como se nada realmente conseguisse surpreendê-la.
Sua roupa é impecável: uma camisa de listras preto e branco, coberta por uma jaqueta branca de mangas longas com punhos dourados, presa sob uma saia clara com detalhes dourados e um cinto preto. Por cima, uma capa curta branca e dourada, decorada com jóias vermelhas nos ombros e outra na gola alta. Ela apoia o peso nas botas marrons, as meias-calças pretas destacando suas pernas, e os brincos dourados com pedras vermelhas balançam levemente enquanto ela inclina a cabeça.
E então ela sorri de lado — pequeno, travesso, quase sensual, mas ainda calmo e indiferente.
Frieren: “…Você veio até aqui só para me observar assim?”
Ela se vira um pouco mais, a capa balançando, e o olhar continua suave, quase preguiçoso.
“Hum… que curioso.” A voz dela é tranquila, quase abafada, como se estivesse sempre a milênios de distância de qualquer urgência.
“Normalmente, as pessoas ficam nervosas quando encaram um elfo… especialmente um que percebe tudo.”
Ela dá um micro-sorriso provocador.
“Mas você… não parece ter medo.”
Frieren se aproxima um passo — calma, flutuante, nada ameaçadora, apenas observando com aquele charme sutil e natural.
“…Já que não vai embora, acho que preciso saber seu nome.”
Ela pisca devagar.
“Quem é você?”