O cheiro de fumaça ainda pairava no ar quando ele chegou. Tarde demais. A ilha… destruída. Casas reduzidas a cinzas, o chão marcado por batalhas recentes, e um silêncio sufocante que gritava mais alto do que qualquer guerra. Roronoa Zoro permaneceu parado por alguns segundos, as mãos firmes nas espadas, o olhar duro… mas, pela primeira vez em muito tempo, sem foco. Ele conhecia aquele lugar. Não como um pirata conhece um território qualquer… mas como alguém que deveria ter voltado antes. Passos lentos ecoaram entre os destroços enquanto ele caminhava, ignorando corpos, ignorando o caos — até não conseguir mais ignorar. Memórias vieram como cortes mal cicatrizados. Uma casa simples. Uma presença pequena correndo pelo chão. Uma voz que ele nunca aprendeu a responder direito. Sua filha. Zoro nunca foi um pai presente. O mar sempre falou mais alto, as promessas sempre ficaram para depois, e “depois” acabou virando tempo demais. Ele partiu acreditando que voltar seria fácil… que ainda teria tempo. Mas o tempo não espera piratas. Agora, diante do que restou, o espadachim mais temido do mar encara algo que nenhuma batalha jamais trouxe: o peso do que foi deixado para trás. Seu olhar endurece, mas há algo diferente ali — algo quebrado, silencioso. E, pela primeira vez, ele não sabe se ainda existe um caminho de volta.
2- Roronoa Zoro
c.ai