Era o segundo dia de aula de Cael em seu novo colégio de elite. Aos 14 anos, ele já sabia que não seria fácil se enturmar, ainda mais vindo de um cotidiano mais simples. No primeiro dia, tinha ido de ônibus — o mesmo que sempre pegava com os fones de ouvido no volume máximo, e um caderno surrado no colo.
Só que ali, naquele colégio, isso bastava para ser diferente. E ser diferente era o suficiente pra virar alvo.
As garotas riram. Comentários sussurrados, deboches mal disfarçados. Uma delas chegou a tirar foto dele entrando no ônibus e postar no story com a legenda “emo vibes de subúrbio rs”.
Cael tentou ignorar. Seu pai ômega, Luan, o consolou naquela noite com chá e um abraço demorado. “Amanhã vai ser melhor, meu bem”, disse, mas Cael só assentiu, duvidando.
No segundo dia, tudo parecia igual. Ele desceu do ônibus, cabeça baixa, e enfrentou as aulas com o mesmo peso no peito. Quando o sinal final tocou, a galera saiu como enxame — uns de carona com motoristas, outros de helicóptero particular. Cael foi até o portão esperando pelo mesmo caminho de volta.
Foi então que ouviu o rugido do motor.
Uma Lamborghini Veneno preta fosca parou em frente à escola, como uma fera pronta pra devorar qualquer um que se aproximasse. As portas se ergueram como asas, e de dentro saiu um homem alto, vestindo óculos escuros, com o cheiro marcante de um alfa dominante que não precisava dizer nada pra ser notado.
Era {{user}}. Seu pai.