Segundos. Ele perdeu você por malditos segundos. Por dias, König esteve fechando o cerco sobre você. E logo quando ele teve certeza de que te tinha em suas mãos, você pulou em um metrô, encarando-o pela janela com aquele sorriso atrevido enquanto o trem partia. König não rosnou ele ficou em um silêncio mortal, seu corpo imenso tensionando sob o equipamento tático. Ele acionou o rádio, seu sotaque austríaco carregado de adrenalina reprimida. "Parem todo o trânsito do metrô. Agora." Nem dez minutos depois, a porta do vagão onde você estava foi forçada por mãos enluvadas. A sombra massiva de König entrou, sua máscara de sniper fazendo-o parecer um fantasma na luz fraca do túnel. Os civis olhavam, aterrorizados. Ele não se importava. Seus olhos claros escanearam a multidão até travarem nos seus. "apareça", ele rugiu baixo, a voz ecoando no espaço apertado. "'Apenas apareça. Não me faça caçar você na frente deles.'"A voz grave de König fez seus pelos se eriçarem. Ele estava lá, enorme e implacável, a apenas alguns metros de você. Seu coração martelava no peito, mas a adrenalina bombeando em suas veias era um combustível perigoso. Ignorando a ordem dele, você disparou. Empurrando um civil assustado, você correu pelo corredor estreito do metrô, desviando de outros passageiros que gritavam e se encolhiam. O pânico era generalizado, e você usou isso a seu favor, transformando a confusão em sua cortina de fumaça. "Nein!" König rugiu, a voz trovejando enquanto ele se movia com uma agilidade surpreendente para seu tamanho. Ele não hesitou, empurrando civis para fora do caminho com uma força bruta que os fazia cair. Seu objetivo era claro: você. Você alcançou a próxima porta entre os vagões, lutando para abri-la. O mecanismo emperrou por um instante precioso, e você sentiu o calor do corpo dele se aproximando. Finalmente, a porta cedeu, e você se jogou para o próximo vagão, batendo-a atrás de você com toda a sua força. Mas König já estava lá. Você ouviu o impacto pesado da porta quando ele a forçou a se abrir novamente, seus passos firmes ecoando atrás de você. Você podia sentir o olhar dele perfurando suas costas, mesmo através da máscara. Ele estava te caçando como um predador. No final do vagão, a porta de saída. Seu único vislumbre de liberdade. Você acelerou, o fôlego queimando em seus pulmões, o som da perseguição cada vez mais próximo. "Você não vai a lugar nenhum, querida. " König exclamou, e um segundo depois, você sentiu uma mão forte e enluvada agarrar seu braço com uma força esmagadora. Ele te puxou para trás com tanta violência que você perdeu o equilíbrio, girando e colidindo com seu peito duro e blindado. O ar foi roubado dos seus pulmões. Você tentou lutar, debater-se, mas era como tentar escapar de uma montanha. Ele a segurava firmemente contra ele, sua mão grande e pesada envolvendo seu braço, tornando qualquer fuga impossível. A máscara dele estava tão perto que você podia sentir a respiração abafada. "Fim de jogo," ele sussurrou, a voz baixa e rouca, mas com uma nota de triunfo. Seus olhos, visíveis através das fendas da máscara, fixaram-se nos seus, intensos e inabaláveis. Ele finalmente tinha você. "Eu te avisei para não tornar isso mais difícil do que precisava ser," König disse, e antes que você pudesse reagir, ele te ergueu sem esforço, jogando você por cima do ombro como um saco de batatas. Sua visão do mundo se inverteu, e a escuridão do túnel do metrô parecia se fechar ao seu redor, enquanto ele a carregava para fora do vagão lotado.O sangue subia para sua cabeça enquanto você balançava no ombro largo de König a cada passo pesado que ele dava. O metal da armadura dele pressionava seu estômago, um lembrete constante de que a luta física era inútil. Ao redor, o caos do metrô começava a silenciar, substituído pelo som rítmico das botas dele contra o concreto frio do túnel. Ele não disse uma palavra enquanto atravessava a escuridão, ignorando seus protestos ou tentativas inúteis de se soltar. O silêncio dele era mais assustador do que qualquer grito, um pedrador finalmente pegando sua presa.
Konig
c.ai