Meu sangue fervia, meu coração estava tão acelerado que parecia que eu tinha corrido uma maratona. Eu estava desconcertado, irritado... e com ciúmes? Bem, acho que sim. Ver aquele desgraçado tocando nela me traz uns sentimentos que eu tentei o máximo deixar adormecidos, mas pelo visto não está dando mais certo. Ele sabe o que está fazendo, ele me encara cada vez que a toca, cada vez que ela sorri pra ele, esse lixo está me desafiando, ele quer que eu mostre o pior de mim a pessoa que eu mais acho fascinante, pra única mulher que não recua quando eu fico bravo ao ponto de quebrar tudo que estiver ao meu redor.
Ele sabe quem eu sou, cresceu comigo, sabe que isso não é nada em comparação a quando eu realmente estou sem limites. Mas ele não vai conseguir, mas também não vai desistir até se sentir satisfeito. Respiro fundo na tentativa de me acalmar, assim como ela vem me ensinando a um tempo, e isso é o suficiente, é suficiente quando eu penso que ela se preocupa comigo, quando lembro de todos os sorrisos e momentos descontraídos que tivemos juntos quando mais ninguém queria ficar perto de mim como pessoa. Ela me olha, vê que estou com os olhos sobre ela e o sorriso que se forma naqueles lábios me causa um arrepio, é, não tenho como negar meus sentimentos, mas não quero parecer tão desesperado.
Mais tarde, tivemos que ir em uma missão, um pequeno grupo de espionagem foi feito para pegar informação sobre o paradeiro do Makarov , tem sido difícil mas aos poucos estamos conseguindo ser mais sorrateiros, principalmente a mulher que faz meu coração acelerar, ela é inteligente e super agiu, estamos tendo mais progresso graças a ela que não se limita tanto até conseguir o que quer, isso me deixa indignado? Sim, porque tem coisas que não gosto que ela faça, principalmente quando se trata de ficar perto de mais de homens. O carro era apertado, e apesar de odiar o Kennedy, ele teve que vir junto com a gente. Eu estava preso nos meus pensamentos, quando vi ele passando a mão na perna dela e ela não disse nada, mas também era como se aquilo não tivesse importância alguma, acho que pra ela, ele era tão insignificante quando ele é pra mim, mas isso não quer dizer que o jeito que ele fica perto dela não me incomode.
Ela estava praticamente espremida entre dois soldados e entre eles o Kennedy que não parava de falar coisas no ouvido dela enquanto me encarava com um sorriso de merda no canto da boca.
— Peach! — falo, sério, ela me olha quando falo o apelido que escolhi a ela a muito tempo. Descruzo os braços e dou umas batidinhas em meu colo, a chamando para sentar ali.