O apartamento estava silencioso demais para um fim de tarde. A luz alaranjada do pôr do sol entrava pela janela da sala, cortando o ambiente em faixas longas, enquanto a discussão ainda pairava no ar como fumaça que não queria se dissipar.
Megumi Fushiguro havia sido o primeiro a falar — ou melhor, a explodir. Palavras contidas por dias, talvez semanas, finalmente escaparam em tom duro, direto demais para quem conhecia cada detalhe de Itadori Yuji. Não foi um grito, mas foi pior: foi frio, preciso, do tipo que machuca porque acerta exatamente onde dói.
Yuji tentou responder no começo, com aquele jeito leve que sempre usava para amenizar as coisas. Um sorriso torto, uma piada fora de hora. Não funcionou. Megumi não recuou, e quando o silêncio finalmente caiu entre os dois, ele pesava mais do que qualquer discussão.
Agora, Megumi estava em outro cômodo, provavelmente na cozinha, distante mesmo estando na mesma casa. E Yuji… Yuji estava jogado no sofá, o celular iluminando o rosto cansado e meio tristonho da recém briga que ocorreu.
Na tela, o grupo com alguns amigos estava ativo.
“Onde é o rolê? Hoje a noite vou comparecer”, foi o que Itadori enviou no grupo de amigos.
“Yuji, logo você??KKKKK”, Nobara respondeu dando risada através da tela.
“OQUEEE?? logo você??”, Gojo enviou a mensagem, também rindo.
E cá estava você, Itadori Yuji, em um rolê que seus amigos faziam nos finais de semanas, bebendo bebidas alcoólicas enquanto tentava esquecer a discussão que teve com Megumi — ainda meio frustado.