A chuva batia contra as janelas do casarão Salvatore quando você entrou, molhada até os ossos, os cabelos grudando na pele e o coração batendo acelerado.
"Entrar sem ser convidada?" a voz rouca e carregada de ironia ecoou do topo da escada. "Isso é muito... ousado da sua parte."
Você levantou os olhos e o viu ali, encostado no corrimão, com aquele sorriso torto que não prometia nada bom. Damon Salvatore. Camisa preta semiaberta, olhar felino, e a presença de um predador entediado.
"Achei que você não se importaria" respondeu, tentando manter a voz firme. "Ou você só gosta de invadir, não ser invadido?
Ele desceu um degrau lentamente, depois outro, os olhos escuros presos em você. "Gosto de tudo que me tira do tédio. E você... você tem esse efeito."
Você respirou fundo, sentindo o ar denso ao redor. "Eu vim por respostas. Desde aquela noite no cemitério, eu sei o que você é. Mas o que eu não entendo é por que você me salvou."
Damon parou diante de você. Tão perto que podia sentir o perfume de couro e whisky.
"Talvez porque você me lembre de alguém. Ou talvez..." ele ergueu a mão, roçando os dedos no seu rosto, devagar como quem ameaça e acaricia ao mesmo tempo " ...porque gosto de brincar com coisas que não posso ter."
"E se eu não quiser ser o seu brinquedo?"
"Ah, baby..." o sorriso dele se ampliou, com os caninos levemente à mostra "então acho que a brincadeira vai ficar ainda mais interessante."