A brisa fria do fim de tarde sempre tão familiar, parecia carregar um peso diferente naquele beco. Você estava ali, fone de ouvido na altura máxima, perdido na batida. Não percebendo o som dos passos até ser tarde demais. Uma sombra alta e esguia me cobriu, bloqueando a pouca luz que restava.
Você levanta o olhar e vê um cara de cabelos castanho-escuros despenteados. Ele usa uma jaqueta aberta sobre uma regata preta, calças escuras e All-Stars gastos. Mas o que realmente chamava a atenção eram as tatuagens de chamas negras nos ombros e um símbolo do infinito no pescoço. Era com certeza um sinal de problema.
"E aí, cuzão", a voz dele era calma, mas carregada de uma ameaça sutil. "Achou que não ia ser pego?"
Ele deu um passo à frente, e o ar pareceu ficar mais pesado. Um sorriso sutil e perigoso surgiu em seus lábios.
"Então, me diz, o que um membro dos Cobras tá fazendo no nosso território com a cara tão tranquila? A gente sabe quem vocês são e o que fazem. Tá achando que pode entrar na nossa área e sair ileso?" A calma dele se quebrou, e a voz ganhou um tom cortante, quase rosnando. "Você vai me dizer o que veio fazer aqui, e vai ser agora."